sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

A Jornada.


                   A JORNADA...

                           
Nossa vida é como uma lavoura cultivada,

Feita de momentos, etapas cumpridas e zelos.

Ora capina, ora rega, ora poda, ora ara, ora semeia;

A cada etapa uma missão a viver e a cumprir.

Vivemos de momentos...

Ora bons, ora ruins...

Ora cultivados de esperança...

Ora assolados pelas intempéries.

E vivemos...

E já que vivemos de momento...

Porque essa atitude paradoxal,

Imposta por nós a nós mesmos,

De viver em suspense por possibilidades futuras?

Seres humanos... Desumanos...

Com suas próprias vidas e criações.

Angústias impostas, cobranças tirânicas,

Comportamentos opressivos, impróprios,

Contudo existem e nos fazem oprimidos.

Ora, fazemos aos outros,

Ora, nos fazem,

Ora, nos fazemos,

E vivemos...

E a colheita é boa?

Terra mal cultivada dá bons frutos?

Por que não vivermos intensamente este presente

Que o próprio nome já diz... Já determina...

 “PRESENTE”

Deixando pra lá o que há de vir?

Plantemos as ações que estamos a fim,

Dentre elas, plantemos sorrisos,

Cultivemos! Reguemos e sejamos felizes!

Não nos esquecendo, nunca,

Que o momento presente é o melhor momento.

E quem está do nosso lado neste momento,

É a pessoa mais importante do mundo.

E nós... somos a semente germinada,

Crescendo... florescendo...

A cada carinho ou cuidado dispensado a nós mesmos.

Cada etapa, cada dia, um dado novo,

Uma maturidade, um sentimento a ser cuidado.

No final saberemos e teremos vivido intensamente!

E seremos livres... E nos conheceremos!

Colheremos o fruto da nossa vivência,

Rica das pequenas coisas percebidas,

Transformadas em paciência, esperança e fé.

Os problemas existem.

Estão aí e fazem parte,

Como as pragas que atingem nossa plantação.

Nem por isso deixemos de regá-la.

E dispensar a ela todos os cuidados.

Vê-la florescer é o fruto das nossas esperanças.

Assim como alcançar o conhecimento da vida,

É o fruto da nossa vivência.

 

Irani Martins

16.03.2004

 

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

A SABIÁ E AS CHUPINS



COITADA DA SABIÁ!!!!!
Nada como o registro de um nascimento para começar um novo ano.
 

 
 

 

 

 
 
 
Acompanhei desde o início o cuidado do casal de Sabiá Laranjeira, construindo seu ninho, para chocar seus filhotes.
 
Mas a vida não é fácil para toda as criaturas!
Eles lutam, pela sobrevivência, e lutam também contra os "chupins".
Sim....
Bastante interessante, mas as aves chamadas chupins, vivem realmente, às custas das outras aves para chocarem os seus filhotes.
Elas ficam à espreita do casal de sabiá, observando onde eles fazem seus ninhos, e se aproveitam dos momentos em que vão à caça de alimento e lá põem seus ovos. Mas o problema é que não se limitam apenas a fazer a postura de seus ovos no ninho alheio, mas se alimentam dos ovos que ali estão. furando e sugando o conteúdo e deixando-os ocos no ninho para que a sabiá os choque junto com os seus.  E deixam ali os seus ovos intactos para que a sabiá os choque por ela.
Fiquei muito irritada com essa história!
Mas é a lei da natureza, e diante disso, vemos que toda criação, neste mundo, seja ela animal ou vegetal, tem suas intempéries, suas montanhas a remover, suas dores a suportar, e a paciência a cultivar.
A sabiá, juntamente com seu esposo, cuidadoso, choca, no final, quase nada dos seus ovos, se é que resta algum com conteúdo para chocar, mas choca muitos ovos dos chupins, que são várias, botando no seu ninho.
Daí vem o "porquê" de se denominar "CHUPIM" a algumas pessoas da nossa sociedade.
 
 
Bom, fiz esse lindo registro, e trago de presente para todos nós, como prova, de perseverança para o novo ano.
 
 
Irani Martins
07/01/2014
 
 

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Promessas...


E como o ano termina, com a humanidade fazendo promessas,
Aqui vai a minha...
Que eu não seja uma promessa vazia!
Que eu carregue dentro de mim, doravante, a certeza das mudanças que quero, e mesmo que não as faça acontecer, possa delas me lembrar todos os dias, para que continuem na minha pauta das coisas importantes, e possíveis, basta minha vontade.
Que Eu possa me olhar nos olhos pela manhã, e ter orgulho de mim, sabendo das minhas quedas, das minhas deficiências, consciente de que sou um ser na senda evolutiva, que convivo com minha parte sombria, de forma a trazê-la para a luz, e que nunca venha a escondê-la de mim mesma.
Que possa ser luz, para os que estejam comigo na jornada, apesar de mim.
Que os meus pesares, virem plumas, quando comparados com a dor do outro, que a medida com que medirei minhas dores, seja decrescente a cada dia, e tenha como unidade valores ínfimos.
Que a dor do meu irmão, seja sempre maior, que a minha, e me fira mais, pois assim, saberei entoar minhas preces e estas, com certeza, alcançarão o céu.
Que a compreensão, e a tolerância estejam comigo, mas que a misericórdia faça morada em mim.
Que sejam, portanto, meu norte, e eu me faça forte!
Que 2015, venha e me encontre assim...
Cheia de promessas...
Com vontade de fazer acontecer o melhor em mim!
 
Irani Martins
30/12/2014
 

Silencioso pranto sofrido...



 
A LÁGRIMA QUE ESCORRE
 POR FORA...
 
A lágrima que escorre por fora,

Jorra caudalosa por dentro, agora.

Silencioso pranto sofrido,

Calada dor, que sufoca, doída!

 
Não há alegria, onde for,

Onde se instale uma dor,

Se ela se instala tão triste,

No rosto amado e  tu, viste!

 
O choro nasce de olhar,

Um outro olhar, embaçado.

Sem o brilho, que há muito foi embora,

Mostrando o escuro da alma que chora.
 

Se me por, por aí a andar,

Andar... andar...sem olhar...

Não vê-lo em seu furação,

Talvez assim me acomode,

Acalme o meu coração,

 
Mas onde encontrar alegria,

Pra colorir o meu dia,

Se seu sorriso que é luz,

É o que me sustenta e eleva.

Não Vem dissipar minhas trevas?

Irani Martins
10/05/2014

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

É NATAL!!!!!

Rabanadas
 
Uma rabanada, não é nada!
E nada é só uma rabanada!
Uma rabanada é ato de amor,
Dedicado às pessoas queridas,
Que rimam família e comida.
 
Uma rabanada...
È prazer antecipado na espera,
É obra a quatro mãos!
Enquanto um corta o pão...
Outro bate as claras...
De longe alguém faz as malas!
 
Alguém tempera o leite, com açúcar,
Canela e baunilha...
O outro embebeda o pão e fica uma maravilha.
Depois é só organizar...
Passar o pão nos ovos batidos,
Não ligue para os latidos,
Chicó sente que vai ganhar.
 
Quando a gordura está quente,
Começa a chegar gente...
Frite uma de cada vez...
Para não perder a maciez!
Escorra e passe no açúcar urgente!
 
Se olhar verá na janela, mesmo sem convidar,
Pessoas a salivar!
Uns já querem comer quente,
Outros esperam gelar, pois fica mais consistente.
 
De qualquer forma é muito bom, agrada a gentarada!
Mas rabanada... Não é só uma rabanada!
Rabanada tem história...
Que começam a surgir, quando se puxa a memória!
 
Rabanada é doce, é salgada...
Quando alguém faz milanesa, ao invés de sobremesa!
Rabanada tem memória,
De Avô, avó, tios, tias e primos.
Rabanada tem risadas e coisas que só nós vimos!
 
Rabanada é natal!
É para nós, prato principal!
Rabanada é Vera e Domingos,
Sempre ali, tão amigos!
 
Rabanada são meus filhos,
Para quem faço todos meus mimos.
Mas, Rabanada...
Não é só uma rabanada!
Rabanada tem gosto de família.
Tem sabor também de alegria.
 
Rabanada...
Rima com meninada.
Tem canela,
E me lembra a Mirela...
Rabanada não se faz pouco...
Pois todos comem, feito louco!
 
O Henry quer comer quente,
Assim comem muita gente!
O Purita não quer só uma,
Ou três, ou não quer nenhuma!
 
Mas o bom mesmo da rabanada...
É ver quando a meninada...
Espera... ansiosamente!
Alguém por em cima do prato de arroz quente!
 
Existe até uma aposta,
E disso a garotada gosta,
Para ver quem comete o engano,
De trocar sobremesa...
Por milanesa,
No natal do próximo ano!
Irani Martins