domingo, 14 de fevereiro de 2016

MINHAS REFLEXÕES


 MINHAS REFLEXÕES

Há cinco anos, me vi às voltas com tais pensamentos...

Estou pensando nos rumos que preciso dar à minha vida.
E pensando nisso... me lembrei de Fernando Pessoa que disse:

“Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos faze-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nos mesmos.”
Fernando Pessoa

Realmente ás vezes precisamos recomeçar, ou ao menos lançarmos um novo olhar para a estrada que se mostra à frente, para nos dar novo alento, para nos colocarmos frente a novas ideias ou novos caminhos.
Vale até um novo batom... bem vermelho...uma roupa despojada e a coragem de repaginar.

E hoje...
Cinco anos se passaram...
E após esse tempo, as palavras do poeta ainda são atualíssimas. Dia a dia necessitamos abandonar a velha roupagem, nos revestirmos de novos sonhos, novos ideais, estabelecermos novas rotas ou acertar a bússola em nós, redirecionando nossa caminhada para objetivos mais adequados à nossa essência e ao nosso futuro.
Vamos lá...
Um passo, na direção certa, já me coloca no Norte verdadeiro da minha jornada.
Redirecionando agora meu caminhar...

Irani Martins
14/02/2016

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

A JORNADA

A JORNADA...
                       
Nossa vida é como uma lavoura cultivada,
Feita de momentos, etapas cumpridas e zelos.
Ora capina, ora rega, ora poda, ora ara, ora semeia;
A cada etapa uma missão a viver e a cumprir.
Vivemos de momentos...
Ora bons, ora ruins...
Ora cultivados de esperança...
Ora assolados pelas intempéries.
E vivemos...
E já que vivemos de momento...
Porque essa atitude paradoxal,
Imposta por nós a nós mesmos,
De viver em suspense por possibilidades futuras?
Seres humanos... Desumanos...
Com suas próprias vidas e criações.
Angústias impostas, cobranças tirânicas,
Comportamentos opressivos, impróprios,
Contudo existem e nos fazem oprimidos.
Ora, fazemos aos outros,
Ora, nos fazem,
Ora, nos fazemos,
E vivemos...
E a colheita é boa?
Terra mal cultivada dá bons frutos?
Por que não vivermos intensamente este presente
Que o próprio nome já diz... Já determina...
 “PRESENTE”
Deixando pra lá o que há de vir?
Plantemos as ações que estamos a fim,
Dentre elas, plantemos sorrisos,
Cultivemos! Reguemos e sejamos felizes!
Não nos esquecendo, nunca,
Que o momento presente é o melhor momento.
E quem está do nosso lado neste momento,
É a pessoa mais importante do mundo.
E nós, somos a semente germinada,
Crescendo... florescendo...
A cada carinho ou cuidado dispensado a nós mesmos.
Cada etapa, cada dia, um dado novo,
Uma maturidade, um sentimento a ser cuidado.
No final saberemos e teremos vivido intensamente!
E seremos livres... E nos conheceremos!
Colheremos o fruto da nossa vivência,
Rica das pequenas coisas percebidas,
Transformadas em paciência, esperança e fé.
Os problemas existem.
Estão aí e fazem parte,
Como as pragas que atingem nossa plantação.
Nem por isso deixemos de regá-la.
E dispensar a ela todos os cuidados.
Vê-la florescer é o fruto das nossas esperanças.
Assim como alcançar o conhecimento da vida,
É o fruto da nossa vivência.

Irani Martins
16.03.2004



domingo, 31 de janeiro de 2016

Uma Canção Para Marion - True Colours (Tradução) 2012





vale se emocionar...
vale refletir...
cada um tem seu jeito de amar...
cada um precisa ser amado de um jeito especial.
vale a pena assistir CANÇÃO PARA MARION


quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

REFLEXÕES NAS NUVENS... Eu vi, senti, reconheci...


Saí de casa, no alvorecer, e me deparo com o sol mostrando todo seu explendor.
A noite se foi e o dia acordou colorido.
O pensamento muda de endereço, se aninha no coração e já não sou mais eu , e sim alguém que tocou o céu, que experimentou um sentimento que deu um sentido maior a este amanhecer.
E outro pensamento se forma, mas quem executa a ação é minha alma, perante o criador da beleza que me toca e digo:
Eu  amo a DEUS!
E assim sigo meu destino, olhando com olhos de aprendiz, mas que já apreende a lição, que entende a necessidade de meditar e aprender sobre ela.
Quando a viagem me coloca em meio às nuvens, e a visão me mostra um quadro onde flocos de algodão e o mar se tornam uno, me senti no céu.
E continuei a olhar deslumbrada, porque o universo não tinha começo nem fim.
E, em um momento qualquer, em que olhando lá de cima vi o habitat da humanidade, pude ver formiguinhas iguais a mim caminhando sobre a terra. Fui chamada ao ápice das minhas reflexões deste dia.
Somos menos que formigas.
Somos quase nada!
Comparados ao espaço sem começo nem fim.
Não vou dizer que somos ninguém!
Mas digo “  O que sou?” diante dessa grandeza?
Fico olhando lá do alto o homem formiga  que tantas vezes se posta orgulhoso, certo da sua importância dentro do contexto universal.
Mas dali do alto, em meio as nuvens...
Tive a exata noção de ser uma partícula muito pequena de tudo isso.
Mas outro pensamento adentra o momento sublime...

Mas sou!
Isso também veio aos meus pensamentos.
Sou apenas eu, mas sou!
Sou uma criação de Deus, dentre todas as suas criaturas.
Essa partícula, minúscula, que nem consigo mensurar, que sou, tem uma enorme importância para DEUS.
Ele respeita a mim de tal forma, que não só me aceita, me ama, mas, sobretudo...
Acata minhas decisões.
Nunca questiona!
Me ama a ponto de respeitar minhas escolhas, mesmo que eu erre, e me acolhe nos meus retornos,  vencida!
A mim...
Essa partícula, que sou dentro dessa imensidão universal, tem tamanha importância!
Deus me ama, apesar das minhas faltas...
E até quando eu olvido sua presença em minha vida.
Quem sou eu para merecer tamanho respeito e amor?
 Assim, certa de quem sou, meu corpo se verga diante de tamanha grandeza!
Entendi quem sou, mas não estou pronta para abraçar amor tão grande!
Estou envergonhada por mim, e por toda a humanidade!
Ainda sou muito pouco, dentro de mim...
Para agasalhar este amor em minhas entranhas.
Para tanto, preciso deixar de ser algo do que sou.
E aqui do alto...
Na certeza da minha importância, embora formiguinha,  dentro do universo...
Sinto uma dor em meu peito...
Quando?????
Quando apreenderei a mensagem, a ponto da tranformação necessária?
De não ser mais EU e sim, que sou pedaços de mim e ti, partes desse universo, comungando esse imenso amor.
E neste momento, minha alma se põe de joelhos...
Em prantos!!!!
Quanto tempo minha alma permanecerá, de Joelhos?
Até que eu me decida...
Por mim, por ti, por nossa verdadeira alegria?

Irani Martins

12/dezembro/2015

ASSIM ME ENCONTRARÁ

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ASSIM ME ENCONTRA

Assim me encontrará,
Se preciso for!

Se preciso for,
Minha alma se vergar,
E de joelhos postar-se,
Humildemente contigo falar,
Para, enfim, viver minha paz,
Senhor...
Assim será...
Assim, me encontrará!

Meu coração soluçante,
Me grita, aos prantos,
Agora!!!
Mas sei,
Que ainda não sei,
Dentre as horas,
Em qual delas estarei pronta,
Para começar a caminhada
Rumo a novas descobertas,
Ao conhecimento de mim,
Ao meu encontro contigo.
 
Não mais, o choro silencioso,
Grito calado,
Solidão em lágrimas,
Palavras não digeridas.

Que eu não demore em mim mesma,
Que eu dispa essas vestes,

Que me transformam,
Me moldam,
Me fazem atuar,
No teatro da vida minha.

Irani Martins
16/12/2015

sábado, 9 de janeiro de 2016

O QUE SERIA DE MIM ?


O QUE SERIA DE MIM?

O que seria de mim...
Não fossem os dias loucos,
Os dias de risos soltos,
Dias que não tem porquês,
E acho dentro de mim,
A leveza que busco encontrar

O que seria de mim...
Se não houvesse meus dias assim...

O que seria de mim...
Se alguns dias não fossem assim...
Dias de sol em meio às nuvens,
Dias de insana ilusão,
Em que faço em mim mesma o reflexo,
Da vida que quero pra mim?
O que seria de mim...

O que seria de mim...
Se somados aos meus desencontros,
Não houvesse a insensatez,
Driblando a tal lucidez,
Que aprendi ser saúde mental...
O que seria de mim...

Não fosse eu, esse encontro,
Tão repleto de desencontros,
Do riso com as lágrimas soltas,
Das gargalhadas tão altas,
Com a penumbra do olhar...
Não fosse eu...

O que seria de mim...
Que entendi o poeta,
Que senti a emoção dos seus versos,
E confirmei no meu peito,
Sua mensagem tão certa,
O que seria de mim...
Se metade de mim, sou eu mesma...
E a outra metade...
Também!

Irani Martins
09/01/2016