quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

REFLEXÕES NAS NUVENS... Eu vi, senti, reconheci...


Saí de casa, no alvorecer, e me deparo com o sol mostrando todo seu explendor.
A noite se foi e o dia acordou colorido.
O pensamento muda de endereço, se aninha no coração e já não sou mais eu , e sim alguém que tocou o céu, que experimentou um sentimento que deu um sentido maior a este amanhecer.
E outro pensamento se forma, mas quem executa a ação é minha alma, perante o criador da beleza que me toca e digo:
Eu  amo a DEUS!
E assim sigo meu destino, olhando com olhos de aprendiz, mas que já apreende a lição, que entende a necessidade de meditar e aprender sobre ela.
Quando a viagem me coloca em meio às nuvens, e a visão me mostra um quadro onde flocos de algodão e o mar se tornam uno, me senti no céu.
E continuei a olhar deslumbrada, porque o universo não tinha começo nem fim.
E, em um momento qualquer, em que olhando lá de cima vi o habitat da humanidade, pude ver formiguinhas iguais a mim caminhando sobre a terra. Fui chamada ao ápice das minhas reflexões deste dia.
Somos menos que formigas.
Somos quase nada!
Comparados ao espaço sem começo nem fim.
Não vou dizer que somos ninguém!
Mas digo “  O que sou?” diante dessa grandeza?
Fico olhando lá do alto o homem formiga  que tantas vezes se posta orgulhoso, certo da sua importância dentro do contexto universal.
Mas dali do alto, em meio as nuvens...
Tive a exata noção de ser uma partícula muito pequena de tudo isso.
Mas outro pensamento adentra o momento sublime...

Mas sou!
Isso também veio aos meus pensamentos.
Sou apenas eu, mas sou!
Sou uma criação de Deus, dentre todas as suas criaturas.
Essa partícula, minúscula, que nem consigo mensurar, que sou, tem uma enorme importância para DEUS.
Ele respeita a mim de tal forma, que não só me aceita, me ama, mas, sobretudo...
Acata minhas decisões.
Nunca questiona!
Me ama a ponto de respeitar minhas escolhas, mesmo que eu erre, e me acolhe nos meus retornos,  vencida!
A mim...
Essa partícula, que sou dentro dessa imensidão universal, tem tamanha importância!
Deus me ama, apesar das minhas faltas...
E até quando eu olvido sua presença em minha vida.
Quem sou eu para merecer tamanho respeito e amor?
 Assim, certa de quem sou, meu corpo se verga diante de tamanha grandeza!
Entendi quem sou, mas não estou pronta para abraçar amor tão grande!
Estou envergonhada por mim, e por toda a humanidade!
Ainda sou muito pouco, dentro de mim...
Para agasalhar este amor em minhas entranhas.
Para tanto, preciso deixar de ser algo do que sou.
E aqui do alto...
Na certeza da minha importância, embora formiguinha,  dentro do universo...
Sinto uma dor em meu peito...
Quando?????
Quando apreenderei a mensagem, a ponto da tranformação necessária?
De não ser mais EU e sim, que sou pedaços de mim e ti, partes desse universo, comungando esse imenso amor.
E neste momento, minha alma se põe de joelhos...
Em prantos!!!!
Quanto tempo minha alma permanecerá, de Joelhos?
Até que eu me decida...
Por mim, por ti, por nossa verdadeira alegria?

Irani Martins

12/dezembro/2015

Um comentário:

  1. Gostei muito, Irani.
    Parabéns e obrigado por este momento de reflexão.
    Um grande e fraterno abraço, Irani!

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