Um blog para quem curte a família, sentada á mesa, com uma comida gostosa, feita por aquela que nos quer à volta.
Um blog para quem ama poesias,curte cinema, música, livros, vinhos, queijos,uma boa comipanhia, e para aqueles
que sabem que, comida rima com vida, e que família é tudo de bom, mas é coisa de doido, pois rima amor e dor.
Irani Martins
Hoje vi tantas pessoas postando músicas saudosas, que acredito ser hoje o dia da SAUDADE.
Ou então... o clima hoje está para a MELANCOLIA, ou será que o dia nos traz reflexões da SOLIDÃO, que se torna nossa vida depois de um certo tempo?
Hoje...somos mais SÁBIAS, somos mais PACIENCIOSAS, com uma enorme capacidade de COMPREENSÃO, e caminhamos perseverantes para o PERDÃO incondicional.
Trilhamos o caminho ideal para cultuar todos os valores reais dessa vida terrena, nos preparando para a morada seguinte.
Mas quando vejo, todos estes posts, saudosos, que indicam saudade de um tempo feliz, de um tempo onde solidão era uma palavra quase desconhecida, pois existia apenas em algumas tardes de domingo, logo após o almoço, quando todos preferiam dormitar um pouco e os mais agitados, ficavam um tanto perdidos, procurando o que fazer, penso no que pode estar errado. O que estamos fazendo para mudar esse quadro?
O porque da melancolia se somos tão sábias?
As músicas existem ainda, mesmo que os ritmos tenham também sofrido mudanças, mas permanecem ainda o gosto pelas belas canções da nossa época. Talvez não tenhamos mais a mesma agilidade para dançar o Iê Iê Iê, ao som de "calhambeque", com Roberto Carlos, pois hoje nós é quem estamos quase um "CALHAMBEQUE", mas seguindo ainda por aí, podemos ainda abraçar nosso par e devagarinho...rostinho colado...ao som de "detalhes", reviver as mesmas emoções.
Aí volto no tempo sim, saudosa também, de muitas coisas, das emoções, dos amigos, das festas, das boas risadas, dos namoros ardentes.
Então me lembrei, que uma vez fizemos algo para quebrar a monotonia, a melancolia, e foi muito bom e porque não repetir?
Chamo então a atenção da Gisele, Peter, Vera, Domingos, Tonica, João, Cebola, Onélia, Gerson, Vilma, Toninho Zanetti, Léo, Baiana, de mim mesma, Alcidinho, Nanau, Milena, Totonha, Dinei, para que repitam aquela noite dos namorados, onde curtimos desde bilhetinhos apaixonados, a poemas declamados no alto e bom som, declarações de amor, músicas românticas e do nosso tempo, e tudo sem perder nossa ligação com nossos filhos. Lembram?
Saudades sim...de vocês! Muitas!
Lembrando disso, pensei, somos sábias, compreensivas, saudosas, amorosas, mas não precisamos ser tão PACIENTES, podemos também ser um pouquinho mais OUSADAS e se não for no ritmo de "estúpido cúpido", que seja ao som de "amada Amante" ou até "café da manhã", vale tudo, qualquer coisa, que nos traga de volta as mesmas emoções , menos ficar só na saudade.
A vida nos surpreende... Ou a morte é quem, sorrateiramente, chega e nos pega desprevenidos? Acordamos para um novo dia e nos deparamos com notícias tristes, sobre dores que passam pessoas amigas com perdas inestimáveis. Olhando para trás, vi uma cena de duas amigas, irmãs, comadres, que juntas teceram tantas histórias do dia a dia, tantas confidências, e hoje, com certeza estão lado a lado, se amparando, por saberem da mesma dor. Lá atrás, os problemas eram outros, tão grandes naquele momento... e tão insignificantes hoje, perante a perda de um filho! Quem, naqueles dias, poderia dizer que chorariam juntas a mesma dor. A vida é uma peça de teatro, onde há comédias, romances, dramas, mas há também tragédias que nos ceifam a alegria. Temos que acreditar que existe algo além desta vida. Que um dia, novamente, iremos nos rever, em outros teatros, como personagens de uma nova vida, uma nova história, para que possamos continuar e não deixar que o desespero tome conta de nosso ser, quando as tragédias se abatem sobre nós. `As minhas amigas, companheiras, embora não as veja há muitos anos, também deixaram suas marcas gravadas na minha história de vida, assim, não há como não partilhar desse momento, mesmo que distante. Digo "às minhas amigas", pois sei, que assim como as vejo em meu pensamento, estão...aí juntas...se aparando, tentando fazer com que doa menos. "Como se isso fosse possível" Só posso orar e pedir a Deus que dê a vocês e a toda a família o consolo necessário e a força para os dias que virão.
E hoje você amanheceu
comigo, meu pai, passeando pelo meus pensamentos, viajando nas minhas lembranças,
mexendo com minhas emoções, dentro do seu espaço, aqui, dentro de mim, na sua
eternamorada, o meu coração!
Me lembrei de nossas
peripécias e ao mesmo tempo, de uma
frase, de Gandhi, que diz assim...
” Não existe um caminho
para a felicidade.
A felicidade é o caminho.”
Nunca te perguntei, até
porque naquela época, ainda imatura, não via o que você, nas entrelinhas da
vida, nos mostrava, mas acho que você vivia de acordo com uma idéia assim, tal
qual a frase de Gandhi.
Vejo isso hoje, agora,
nesta manhã, em que acordo na sua companhia, que você a todo instante nos
conduzia pelo caminho da felicidade, apenas não sabíamos.
As manhãs, em que acordávamos
com suas cantorias, o café da manhã, a melhor refeição do dia, feita de ovos
fritos, que na ausência do pão era comido com farinha de mandioca, o azeite de
oliva no prato, com pitada de sal, e pedacinhos de pão que íamos molhando aos
poucos naquela delícia, saboreado como o manjar dos Deuses. Isso acompanhado de leite e café. Mas tudo
isso não seria nada se não fosse a sua presença, ali, nos ensinando como comer
essas delícias. Tudo tinha um “algo mais” que tornava o momento tão especial!
Mostrou-nos que viajar,
viver uma aventura, não era preciso ir muito longe., bastava viver o momento,
aproveitar o que se tinha à mão, e “VER” o que precisava ser visto.
Tal qual a frase acima, “a
felicidade é o caminho”, você transformava uma simples ida à cidade vizinha, numa
deliciosa aventura. Os passeios à Rio Preto, sem hora ou dia de voltar,
começava com a primeira parada logo alí em Tanabi. Lá comprávamos um frango
assado e mandávamos embrulhar. Você conhecia seus filhos, sabia que já estavam
salivando as promessas daquele prêmio, assim, no primeiro riacho, à beira da
estrada, acontecia o primeiro evento da viagem onde a “felicidade é o caminho”,
sentávamos à beira do córrego, molhávamos os pés para espantar o calor, ríamos,
brincávamos, e fazíamos um pic nic, onde o frango era a delícias das delícias.
Toda viagem a Rio Preto
eram cheias de expectativas.
Outras vezes, o Rio São
José dos Dourados, foi o local escolhido para o nosso pic nicde pão com mortadela, risos, muita alegria, descobrindo
as minas onde jorravam águas cristalinas, andar sobre as pedras e ouvir suas
contações de histórias.
Os banhos de bica, no
açude, de Estrêla D´Oeste, nas tardes de domingo, eram, não só passeios, mas verdadeiras
aventuras para nós, crianças que víamos o mundo olhando para cima e sempre víamos
a bica como as “Cataratas do Iguaçu”.
Dinheiro pouco, e era
pouco, não tirava o brilho do nosso passeio, já que uma lata de sardinha faz um
bom patê para vários sanduíches. Assim era o seu coração para conosco. Se
multiplicava em amor e bondade. Suas parcas providências parece nem eram
notadas, já que o que mais nos lembramos são dos passeios, dos caminhos e da
felicidade.
Você faz muita falta! Ainda saboreamos
deliciosamente os ovos fritos com pão, molhando os pedacinhos na gema
mole,ou farinha se não há pão.
E o azeite, que agora virou
moda, continua na nossa mesa, e ainda causa estranheza a algumas pessoasquando o consumimos assim...molhando os
pedacinhos de pão...e embebidos o saboreamos com café.
Hoje você acordou comigo e
está comigo!
Me lembrando da importância
de saber percorrer esta estrada, de atribuir valor ao que de fato tem seu
valor, e que o legado deixado de boas lembranças e ensinamentos é muito, mas muito mais importante mesmo, que coisas
materiais que consumimos e usamos no mesmo trajeto.
Obrigada meu pai, por fazer
do seu tempo conosco “o caminho da felicidade.”
Me lembrei da música "A Lista" do Oswaldo Montenegro II, nós permitimos que a rotina da vida nos separe dos amigos queridos. E quando precisamos do "ombro amigo", eles já não estão ali. Deixamos de ...ligar, por falta de tempo, depois, porque achamos que o nosso amigo nem fará questão da nossa ligação depois de tanto tempo, e depois deixamos que o silêncio tome conta do espaço, antes preenchido pelas risadas, abraços, histórias alegres e tristes, que ilustravam a nossa vivência com essas pessoas tão queridas. Aí um dia, quando todos se vão, os filhos crescem, a jornada de trabalho se encerra pelo tempo trabalhado, tempos tempo para recordar e nossos amigos retornam...nas nossas lembranças. Era tão bom!
Era um ir e vir, entre as casas de um e outro, os lares se misturavam, sendo que todos eram uno. Os amigos tinham "ouvidos de ouvir e olhos de ver", pois sabiam tudo de nós. Agora...no outona da vida, daria tudo para viver um dia apenas daqueles encontros, das boas risadas, da presença dos bons amigos, que deixei perderem-se ao longo da minha estrada. A estes amigos que lá ficaram, saibam que a saudade preenche o vazio deixado, mas se nos reencontrarmos pelos caminhos da vida, meu coração ficará em festa e novamente haverá risos alegrando a minha vida. A estes amigos de outrora, e aos meus amigos de agora, que são flores na minha vida, desejo muitos amigos, permanentes, nas suas vidas. Um grande abraço. Irani Martins
Usando a ponta dos dedos ou a palma das mãos, você pode equilibrar os canais de
energia espalhados pelo corpo e ganhar bem-
estar da cabeça aos pés
Texto: Keila Bis
Ilustrações: Cris Burger
O que nós ocidentais denominamos e conhecemos por doença e cura, os orientais entendem como desequilíbrio e reequilíbrio. “Para eles, uma dor ou uma enfermidade no corpo físico surge quando há um desarranjo no nosso campo energético, que, por sua vez, tem relação com as emoções, os sentimentos, os pensamentos e com o modo de vida”, explica a psicóloga, terapeuta holística e especialista em shiatsu, Tania Resende, de São Paulo. Segundo ela, a medicina oriental acredita que cuidar do todo (corpo e emoção) é fundamental, mas quando a dor ou a doença já está instalada, é importante cuidar primeiro do desconforto. “Consequentemente, os meridianos, locais onde circulam a energia, também serão restaurados. Pois tudo está vinculado”, explica Tania, que organizou uma sequência de dez passos de automassagem (envolvendo o corpo todo) utilizando shiatsu, técnica japonesa de reequilíbrio energético. “Shiatsu significa pressão com os dedos e tem o mesmo objetivo da acupuntura. A diferença é que a segunda técnica atua nos pontos de energia do corpo por meio de agulhas”, esclarece. Em ambos os casos, os estímulos, além de tratar dores e outros sintomas, são ferramentas de bem-estar e prevenção. “Acessando esses pontos, cuidamos para que todos os canais de energia estejam sempre equilibrados, fluindo bem e levando energia aos pontos carentes”, diz Tania. Se o pescoço está, por exemplo,com a musculatura tensa, a energia não circula. Fica bloqueada ali e passa a afetar os pontos próximos, que ficam sem energia. Ou seja, travou ali, faltou acolá. “Um ponto em desequilíbrio repercute no corpo todo. Por isso, o ideal é que a automassagem seja feita todos os dias. Quando os meridianos são estimulados, destravam-se as comportas e os rios de energia fluem bem”, frisa a terapeuta. A série apresentada a seguir pode ser feita por você a qualquer momento e em qualquer lugar – de preferência, sentado. Se não for possível realizar toda a sequência, perceba aquelas regiões do corpo que estão mais doloridas ou cansadas e cuide delas – começando sempre da cabeça em direção aos pés. Com o tempo, a técnica traz um tal autoconhecimento corporal que, dependendo do momento, você vai sentir a necessidade de um estímulo mais suave ou profundo. “Um bom norteador é: a pressão nunca deve chegar ao nível de você sentir dor”, avisa a psicóloga. Experimente! O resultado é uma sensação gostosa de relaxamento e disposição.
1- Massageie a cabeça com os dedos. Como fazer: curve os dedos naturalmente. Com a ponta, penteie sua cabeça deslizando da linha frontal do cabelo até o pescoço. Aplique uma pressão moderada e confortável. Repita esse deslizamento 20 vezes.
2- Deslize os dedos sobre as sobrancelhas. Como fazer: coloque a ponta dos dedos médios no canto interior das sobrancelhas e, levemente, delize-os ao longo delas em direção às extremidades. Repita 10 vezes – inicie sempre pela parte interior e nunca o contrário.
3- Pinte a ponta das orelhas. Como fazer: posicione os polegares e indicadores na ponta superior das orelhas. Dê suaves puxadinhas como se estive pinçando-as. Percorra toda a extremidade, partindo do alto em direção ao lóbulo. Repita 10 vezes.
4- Friccione as lateraiS Da nuca. Como fazer: apoie a palma das mãos em torno da nuca. Depois, friccione-a para trás e para a frente. O movimento não precisa ser forte. Naturalmente, a ação de friccionar as mãos na região irá provocar um gostoso aquecimento. Repita 30 vezes.
5- Amasse o centro do tórax em círculos. Como fazer: pouse a base da mão (direita ou esquerda) sobre o esterno (osso localizado no meio do tórax). Com força moderada, pressione a região fazendo círculos, ora em sentido horário, ora em anti-horário. Faça ao todo 40 círculos.
6- Circule a área do umbigo. Como fazer: antes de iniciar, esfregue a palma das mãos para aquecê-la. Em seguida, pouse a palma da mão (direita ou esquerda) no abdômen. Deslize-a ao redor do umbigo com pressão moderada. Repita 20 vezes em sentido horário.
7- Pressione o abdômen com o polegar. Como fazer: use a ponta do polegar (direito ou esquerdo) para apertar o ponto de energia localizado a 7 cm abaixo do umbigo. use-o para fazer pequenos círculos no mesmo local. Repita de 50 a 100 vezes alternando o sentido: horário e anti-horário.
8- Freccione a região lombar. Como fazer: esfregue as mãos novamente para aquecê-las. Posicione a palma das mãos na região lombar – de forma que fquem 4 cm distantes do centro da coluna. Movimente-as para cima e para baixo. Repita o vaivém de 50 a 100 vezes.
9- Freccione os ombros, braços e mãos. Como fazer: estenda o braço esquerdo com a palma da mão para cima. Deslize a mão direita por ele, partindo dos dedos até o ombro. Depois, faça o movimento de descida, mas com a palma esquerda para baixo. Repita 20 vezes em cada braço.
10- Freccione os ombros, joelhos e pés. Como fazer: sente-se mantendo as pernas estendidas a sua frente. Segure a coxa esquerda com as duas mãos e vá deslizando até chegar aos pés. Da mesma forma, retorne à coxa. Repita o deslizamento completo 20 vezes em cada perna.