Um blog para quem curte a família, sentada á mesa, com uma comida gostosa, feita por aquela que nos quer à volta. Um blog para quem ama poesias,curte cinema, música, livros, vinhos, queijos,uma boa comipanhia, e para aqueles que sabem que, comida rima com vida, e que família é tudo de bom, mas é coisa de doido, pois rima amor e dor. Irani Martins
sexta-feira, 25 de setembro de 2015
segunda-feira, 21 de setembro de 2015
A DOR ... QUE DÓI !

A DOR... QUE DÓI.
E tem aqueles dias que
temos que ser de ferro.
E como ser ferro, quando
somos apenas um amontoado de emoções, abraçadas por esse corpo frágil que tudo
absorve?
E os doentes do físico e da
alma que nos rodeiam, esperam que sejamos seu esteio.
E. vamos sendo, assim, um
remendo de força....
Cabeça erguida, coluna
ereta, vamos tentando ser!
Apoiamos-nos em muletas que
criamos para nos ajudar nessas empreitadas da vida.
Mas, contudo, seguimos em
frente.
Vezes há que conseguimos
ter palavras no momento preciso, ações nas horas mais difíceis, mas há também
os dias, as horas e tantas vezes que a covardia nos acorrenta, nos imobiliza.
Parece que se esgota em nós
a fonte de palavras consoladoras.
Não é um cansaço, mas “um
que” de não conseguir olhar nos olhos que sofrem, por não alcançar a
profundidade da dor, e não saber mais os recursos verbais que amenizam.
Os olhos buscam esperança,
não mais apenas palavras!
E a covardia que se apossa
de nós, nos pede para sair de cena, mas uma covardia maior ainda, aquela que
nos coloca a mercê dos julgamentos sobre nossas ações, nos segura mais um
tempo.
É um doer doído!
Dói ver e não agir. Dói
olhar os olhos que gritam em silêncio e não saber mais o que dizer,
Dói... dói...Dói não saber
plantar novas esperanças...
Não saber curar com as
mãos, não ter o remédio para essa dor, que passa a doer aqui também!
Só resta então... um último
recurso, orarmos juntos, mesmo em silêncio, pois até o convite é mudo.
Irani Martins
21/09/2015
MEU PÉ DE MANGA ROSA
MEU
PÉ DE MANGA ROSA
Lá está ele,
No mesmo lugar onde foi plantado.
No pé da rampa que desce ao quintal.
Quando passo pela varanda há entre nós um diálogo
silencioso...
Eu lhe falo das minhas lembranças, conto da minha
saudade;
Dos dias idos, em que tu colhias, ao amanhecer, as
mangas caídas ao chão;
De como gostavas de chupá-las, sugando pelo biquinho;
De como o considerava -“O PÉ DE MANGA ROSA” - um
manancial de gostosura;
Contei que fazias montinhos de mangas e voltava
recolhendo em uma cesta;
E quando se ia, levava consigo seu tesouro infinito de
sabores.
E em nosso diálogo silencioso, ouvi o meu pé de manga
rosa;
Ele me disse coisas, que vão além das minhas
lembranças...
Além da minha saudade...
Falou-me sobre olvidar o tempo;
Sobre a colheita que não fiz;
Disse-me que colhi lembranças...
De falar dos vários tons das suas cores;
Das cenas que guardei e estou a lembrar;
E, contudo, não colhi o sabor de experimentar “juntinho”
o sabor da manga rosa no biquinho;
De juntas fazermos a colheita de suas mangas;
Olvidei o tempo, achando que faria dele lembranças
também.
Mas o tempo não para. Ele não esperou por mim e passou!
E com ele, passou o momento da verdadeira colheita...
Quatro anos depois...
O pé de manga rosa volta a florir;
E está carregado de mangas, prometendo uma safra longa
de doce sabor;
E você não as colherá...
E eu, só tenho as lembranças colhidas,
E colho agora, a eterna saudade de você.
Te amo, mãe querida, para todo o sempre!
Irani Martins
21/09/2015
domingo, 30 de agosto de 2015
O BRASIL QUE OLHEI E NÃO VI... E VOCÊ JÁ VIU?
O BRASIL
QUE OLHEI E NÃO VI.
VOCÊ
VIU?
Há quase
40 anos atrás, vivi a aventura de viver e conhecer as terras do estado do Mato
Grosso. (naquele tempo, só Mato Grosso mesmo.)
Para esta empreitada, num fusca,
tínhamos uma jornada de 600 km mais ou menos, de chão de terra batida, como se
dizia na época.
E para atravessar do estado de S. Paulo para o Estado do Mato
Grosso, havia que atravessar o Rio Paraná e isso era feito de balsa, o que
demorava em torno de uma hora, a travessia.
Hoje a travessia é feita pela ponte Rodoferroviária.
Atravessávamos
o Chapadão do Mato Grosso, onde havia uma única parada, denominada "VACA
PARIDA", não me pergunte o porquê do nome. Gente, o banheiro era daqueles
de casinha e buraco no chão. (caso alguém não saiba o que é isso, pesquisem no Google).
E era lá na "VACA PARIDA" que descansávamos da viagem. (ou não)
Pisei
estas terras, considerando estar vivendo a maior das aventuras.
Sentíamos-nos
pioneiros, mesmo que tantos já haviam vivido o mesmo antes de nós.
E
chegamos às terras mato-grossenses, que margeavam o Rio Araguaia, na divisa com
Goiás.
Instalamos-nos
na cidade de Alto Araguaia (MT), para trabalhar no Banco do Brasil.
Energia
elétrica era de uso diurno, um tanto contraditório, mas era mesmo assim. Fazia
parte do enxoval, um lampião a gás, e quem não tinha, precisava providenciar.
Fui feliz, ganhei o meu do colega José Maria.
Terra de
gente aconchegante marcou a memória e o coração.
Instalamos-nos,
e a vida parecia uma festa, pois todo dia tinha um novo convite, para um
encontro na AABB, à luz de lampião, ao som de um violão, e a comida, era o
menos importante, porque um pão com linguiça era um maná dos Deuses na
companhia dos colegas e tendo a Dilma ao violão.
Bons
tempos!
E hoje,
voltando de uma viagem a Coxim (MS), olhando o progresso ao longo da estrada, observando com outros olhos (diferentes da forma que via naquela época),
percebi, que vivi nestas terras um tempo e não a vi. Não vi nada do que estou
vendo agora.
Benditos
os que viram que as terras do cerrado, tão criticadas por tantos que as viam
como "terras fracas" "inférteis", as terras do Chapadão Mato-grossense,
tão "árida", poderiam se tornar nesse espetáculo que aqui vejo.
Novas cidades fundadas ao longo desses anos. As fotos aqui postadas são do trecho que vai de Costa Rica (MS) a Chapadão do Sul (MS)
Roças de
algodão, um mar branco que emenda com o azul do céu.
Os rolos de algodão colhido aguardam transporte ao longo da estrada. E o transporte é feito de trem (FERRONORTE) e caminhões.
Agora as
terras descansam para a próxima safra. Assim que a chuva chegar, é a semente do
milho que deita ao chão para germinar.
Os
seringais já fazem parte da paisagem, originando novas fontes de trabalho, com
moradias aos trabalhadores no sistema de parceria.
As
plantações de eucalipto estão em crescimento, contribuindo para a indústria de
celulose e ao mesmo tempo colaborando com a ecologia.
A
pecuária ainda permanece, em comunhão com as novas produções, pois entre um
plantio e outro o gado se alimenta dos restos da safra.
A tecnologia chegou e ficou. A concepção de fazenda que tínhamos, não mais existe, neste cenário. Agora as fazendas são celeiros enormes para estocagem das produções, com infraestrutura tecnológica necessária ao acompanhamento do mercado para comercialização à distância.
As estradas precisam sim, serem melhoradas, porque o fluxo de veículos cresce consideravelmente, devido ao progresso, e a necessidade de transportar as safras colhidas e comercializadas. Mas nada de chão batido, como os que percorri.
Além das
aparências...
Além das
aparências, havia terreno fértil, onde a semente havia de germinar, florir e
multiplicar.
Precisava
dividir com vocês a beleza que eu vi.
Esse é o
Brasil que poucos veem.
O Brasil
que eu não vi, quando quis retornar ao meu estado.
O Brasil
que muitos não veem porque julgam que o progresso está nos lugares mais
populosos.
Esse é o
Brasil que a maioria dos brasileiros não conhece.
E você
viu?
Coloco
aqui fotos para ilustrar o que vi.
ISTO É
BRASIL!
Irani
Martins
terça-feira, 11 de agosto de 2015
OLHAR E MAGIA
IMAGEM
DE GELATINA
“descobri que seu olhar tinha magia,
Transformava em gelatina,
Momentos de pura alegria”
Irani Martins
“ Descobri que seu olhar tinha magia...
Vi-te a olhar para Alice,
E num curto espaço de tempo,
Que durou um piscar de olhos,
Passeou com ela em seu coração,
E quando abriu as janelas da sua alma,
Lá estava ela...
Vestida em emoção...
Refletida, na gelatina dos olhos seus,
E no calor do seu abraço,
Derreteu...
Escorreu... escorreu!!!!
Transformou com sua magia,
Momentos de pura alegria,
Numa imagem em gelatina”
Irani Martins
11/08/2015
sábado, 1 de agosto de 2015
A MÃO E A FAMÍLIA
UMA FAMÍLIA...UM LAR...CINCO
DEDOS...UMA MÃO.
A FAMÍLIA
Um dia Deus decidiu que precisava ajudar o homem a se estabilizar dentro de todas as suas dificuldades, perante sua jornada terrena. E como sempre, Deus na sua grandeza, misericordiosamente coloca o homem dentro de um espaço que denominou “Família”.
O termo família vem do latim famulus, que significa: criado ou servidor.
Aristóteles afirmava que “a família é uma comunidade de todos os dias, com a incumbência de atender as necessidades primárias e permanentes do lar”.
Então, daí já perceberam o tamanho da misericórdia de Deus, nos colocando dentro de um ninho, onde o próprio nome já determina ser um servidor, um criado. Os integrantes de uma família são, portanto, servidores, e como complementa Aristóteles, com a incumbência de atender às necessidades permanentes do “LAR”.
LAR
LAR se constitui de uma família integrada, coesa, solidária, amorosa, que mantém a sintonia calorosa dentre a corrente formada pelos seus integrantes.
Bem, sendo assim...
Sabemos então que fomos beneficiados por Deus, mas também recebemos dele uma tarefa de manter essa sintonia que tudo equilibra.
Vamos então a uma comparação que a meu ver, explica, e muito bem o que Deus espera de nós dentro dessa família, para que possamos chamá-la de LAR.
Não nos esquecendo que o LAR é um protótipo inicial para a grande confraternização universal.
DAR UMA MÃO.
Sempre ouvimos a expressar “dar uma mão” a alguém. No sentido de ajudar, acolher, socorrer.
Fiz uma análise e realmente é isto o que acontece, verdadeiramente!
Observe nossas mãos...
São formadas de cinco dedos cada uma delas, mas nenhum deles igual ao outro.
Cada dedo tem uma característica própria, única, dentro da sua anatomia, o que lhe dá uma habilidade e uma condição diferente e única do outro dedo.
Deus não nos deu as mãos compostas por dedos de forma e tamanhos iguais, com certeza por um motivo bastante interessante, assim como nos dotou de duas mãos com diferentes intensidades de força, o que as torna diferente entre si em destreza, firmeza, força, mesmo com uma anatomia idêntica.
1.Polegar - polegar, também vulgarmente conhecido como "dedão", "positivo" ou "mata-piolho";
2.Dedo indicador - indicador, também vulgarmente conhecido como "apontador" ou "fura-bolo";
3.Dedo médio - dedo médio, também vulgarmente conhecido como "dedo do meio", "maior-de-todos" ou "pai-de-todos";
4.Anular - anular, anelar, também vulgarmente conhecido como "seu-vizinho";
5.Dedo mínimo - dedo mínimo, também vulgarmente conhecido como "dedinho" ou "mindinho".
DEDOS IGUAIS=FORÇA MENOR
Se os nossos dedos fossem todos do mesmo tamanho, sejam das mãos ou dos pés, teríamos uma dificuldade ao andar ou agarrar objetos ou coisas.
Com certeza, não teríamos o mesmo fechamento das mãos e a mesma força, a mesma destreza para trabalhos manuais, etc.
Para andar, com certeza daríamos alguns tropeções a mais. E por consequência talvez, alguns tombos a mais também.
Então...todas as tarefas destinadas ao uso das mãos e pés, para que tenham sucesso, é necessário que os seus integrantes (dedos), trabalhem em harmonia, em conjunto, auxiliando e socorrendo, apoiando, escorando.
E quando precisamos fazer força, precisamos de todos ao mesmo tempo.
A mão toda em um único movimento. Todos com a função de servir.
"Um dedo sozinho não consegue pegar nem um grão de areia". (Antigo ditado dos índios hopi).
A FAMÍLIA
Agora, vejamos a nossa família, quando se movimenta na construção do LAR.
Também composta tais quais nossas mãos, de pessoas com anatomia semelhante, de tamanhos e formas diferentes, de fraquezas e forças intimamente constituídas dentro do seu ser, derivadas de suas experiências mais íntimas.
Dentro desse LAR, que nada mais é que a palma de nossas mãos está a família de dedos.
Polegar – “positivo” pequeno, mas forte, tem seu papel importante na hora solicitada.
Indicador - "apontador" – Aquele que aponta nossos defeitos, nossas dificuldades, que nos deixa desconfortável, por nos mostrar nossas faltas. Mas têm seus méritos, suas tarefas.
Médio - "pai-de-todos" O líder, aquele que nos direciona.
Anular - "seu-vizinho" aquele que apoia que sustenta.
Mínimo - "mindinho". O pequenino, que parece frágil, mas muitas vezes segura o rojão, pois sem ele não seria possível.
São com eles que tudo acontece.
Que se constrói a força.
Sozinhos são apenas dedos, apenas irmãos, apenas pessoas, apenas uma mão.
Juntos, são uma força extraordinária, se completam. (É um LAR, e quando a mão direita (A família) com toda sua fortaleza, segura uma grande carga, e julga ser demais, a mão esquerda, na sua fragilidade, menos ágil, (outra mão, dar uma mão) outra família) se coloca logo abaixo, amparando, dando suporte, com seus dedos (integrantes) diferentes, frágeis, fortes, inseguros, mas coesos).
Quando tudo parece cair o dedo polegar aponta para baixo em sinal de negativo, a mão se fecha, e todo o LAR, todos juntos em uma só força, sustentando-o, vivenciando o momento em conjunto, suportando o peso unidos.
O mesmo acontece se o polegar se virar em sinal positivo, todo o lar, se fecha em volta dele, participando da vitória, olhando sua Ascenção, feliz por seu crescimento.
“Como nos disse Aristóteles: a família é uma comunidade de todos os dias, com a incumbência de atender as necessidades primárias e permanentes do lar”.
FAMÍLIA
Vem do latim famulus, que significa: criado ou servidor.
São dos dedos que vem a palavra...
DEDICAÇÃO
São de irmãos que vem a palavra...
IRMANDADE
Dar uma mão é suprir a força que falta ao nosso irmão com a nossa própria força.
Para isso Deus nos colocou no seio de uma família.
Da NOSSA família.
E espera que o lar seja nossa primeira família e dentro dele possamos nos preparar para participar e sermos integrantes, como irmãos, da grande comunhão, da família universal
Irani Martins
sexta-feira, 17 de julho de 2015
DESDE A PRIMEIRA HORA...
DESDE
A PRIMEIRA HORA...
Estou aqui...
Cheguei ao primeiro instante.
Sempre venho,
Quando seu pensamento me traz.
Não me viste,
Porque me buscas com os mesmos olhos,
Que olhas a todos.
Precisa me ver assim,
Tocar em mim...
Sentir assim!
Aqui estou eu!
Vim,
transportado pela velocidade dos meus pensamentos,
E o furacão vibratório do meu amor,
Afaguei-te os cabelos...
Beijei-te a fronte...
E te tenho aconchegada ao meu abraço,
Aura com aura,
Para dizer-te que tua dor, reflete em mim,
Que somos um.
E não me vês!
Não me olhes assim,
Com os mesmos olhos que olhas o mundo,
Olhe-me sim,
Com os olhos da alma...
E então me tocarás,
Saberá de mim e dos meus afagos.
Aqui estou...
Desde o instante
exato que clamou por mim,
Desde a primeira hora!
Irani Martins
17/07/2015
(obs.
Não sei se posso dizer que esse poema é
de minha autoria. Acordei com ele formado em meu pensamento. E tentei reproduzir o mais
exato possível. Espero ter conseguido. Irani Martins)
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