domingo, 5 de abril de 2015

TODO DIA VESTIMOS A NOSSA MÁSCARA!


Digo que somos três pessoas em uma.
A que sabemos quem somos, mas escondemos, atrás da máscara social.
A que Deus sabe e conhece de nós.
E aquela que as pessoas pensam que somos.
Ficamos com a última, todo dia, ao sair às ruas.
Mas como dizia meu pai, nas suas lições tão sábias,
"O costume de casa... vai à praça, cuidado!" 
Um dia, nossa máscara cai em plena praça, e a pessoa que somos dentro de casa, fica exposta para todos conhecerem.
Ninguém consegue se vigiar tanto, a ponto de escondê-la para todo o sempre!
Se assim fosse, vigiaríamos, constantemente, nossos pensamentos, nossas palavras e atitudes e nunca precisaríamos de máscaras.
Uma reflexão para um dia em que tanto se fala em renascimento.
 
Irani Martins
05/04/2015



sábado, 4 de abril de 2015

O SOM DO SILÊNCIO...

               
 
O SOM DO SILÊNCIO 
Há um tempo que o silêncio tem voz,
E passamos a ouvi-lo.
E procuramos de onde vem o som do silêncio,
Que fala ao nosso pensamento,
Quando é suave, e fala com doçura, 
Trazendo à mente a paz de uma bela paisagem,
Sei que vem do coração, nem preciso buscar a fonte,
Mas vezes há, que o silêncio é barulhento,
Não há sons que vibram ternura,
Há acordes dissonantes, com tons altos, vibrantes,
Como gritos de socorro,
Também sei de onde vem esse som horripilante,
O som desse silêncio que grita,
Que torna minhas noites tão tristes,
Nasce do desencontro,
Da falta de sintonia,
Da consciência e a vontade!
 Irani Martins
 29/03/2015
 

sábado, 21 de março de 2015

Vencedora dos meus medos...



VITORIOSA DA VIDA.
Quando olhamos as mudanças e os acontecimentos da vida com bons olhos, sempre estamos prontos a fazer una nova viagem, a tentar algo novo, a conhecer o desconhecido.
O medo, a insegurança, convive conosco desde muito, não são desconhecidos, sabemos que são grandes barreiras às novas buscas, sabemos quem são e os tememos!
Vivemos em um conflito, entre o medo de ir e o medo de ficar. Sim, o medo de ficar também é aterrador, as frustrações também nos traumatizam.
Mas, temos a consciência de que após o primeiro passo, já temos mais segurança para adiantar o pé e concluir o segundo .
E assim, passo a passo, día a dia, vou vivendo cada momento, e apenas o momento presente.
Tornando-me vencedora dos meus medos e vitoriosa nas dificuldades.
Uma de cada vez, cada uma no seu momento, e no seu tempo.
E quando eu me for, terei deixado o meu legado, as cicatrizes, de quem se feriu l
utando na grande batalha, e venceu!!!!

Irani Martins
21/03/2015

segunda-feira, 2 de março de 2015

AQUELE QUE TANTO AMO!


E hoje é o dia DELE,
Um guerreiro vitorioso da própria vida.
A perfeição não cabe a nós terrenos, assim, feliz de quem sabe conduzir as suas imperfeições, mesclando-as com suas virtudes, fazendo da sua vida uma história de sofrimentos, lutas, conquistas e vitórias.
Bem, meu amigo, meu amor, meu companheiro, meu tudo, pois a vida vai nos levando por seus caminhos de tal forma, que começamos nos amando e chamando um ao outro de “MEU TUDO” e ao final, estamos aqui, e você é o M...
EU TUDO verdadeiramente, já que ficamos e estamos EU E VOCÊ. Os filhotes voaram, e você é o meu mundo, como antes, mais agora, também, meu amor, meu companheiro, e meu grande amigo.
Quantas tarefas, Deus te deu nestes anos!
Cuidar de mim, ser pai de três filhos, que soubestes fazê-los pessoas de bem e filhos dedicados, que te amam, e agora avô da Alice, o VOVÔ da “GALOTA”, e sogro de pessoas que vai acolhendo no seu coração, tornando-as parte de você.
E por cada um de nós, sei... morreria, se preciso fosse!
Você soube mesclar, virtudes, sofrimentos, lutas e transformou tudo em histórias de conquistas e vitórias, grandes ou pequenas, mas o tamanho das vitórias não importa, o que importa são seus significados, e as histórias que as acompanham, e o prazer de conta-las e rememora-las.
Neste momento, você faz isso, com seu amigo, SIRIO, relembra, do coração, emocionado, histórias que falam de carinho, solidariedade, apoio, amizade, amparo e alegrias. Riram e se emocionaram.
Então, meu amor, parabéns!!!!!!!
Por cada uma das suas histórias, são pedaços de vida!
‘QUE “A LUZ DOS ANOS LHE SIRVA, PARA VER MAIS CLARO O SEU CAMINHO”.
Felicidades,
Amo-te!
 
Irani Martins
01/03/2015
 

ME SENTINDO AGRADECIDA!!!!!

                                                                     
                                                                          maravilhosa!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

DE AÇO E DE DÓ !


 
 DE QUE FIBRAS VOS FIZERAM?

Hoje, dia nublado, nublaram-se também os meus olhos, quando olhei dentro de mim, e abri meu baú de lembranças.

Não são somente saudades que molham assim os meus olhos, são fatos da vida que, retornando, me dizem mais que as lembranças!

Falei do calor desta noite, comparei com as noites tão quentes, em que dormíamos com as janelas abertas, muitas vezes, colchões na varanda, e ainda assim, o corpo na cama era quente!

Esse foi o início da prosa, inda agora na varanda, eu e Alcides lembrando, dos tempos idos. Sempre se ouve falar que coração de pai e mãe não tem tamanho, mas qual seria o tamanho dos vossos corações nesses dias que se foram?

De que fibras vos fizeram, Iracema e Anísio?

Pergunto-me todo dia, se herdei um pouco disso, não me vejo momento algum lutando a sua luta. Até porque era muito mais que uma luta, era uma abnegação sem tamanho!

Dizem também os antigos, que mães não sabem o que é o prazer de saborear seu pedaço de frango, preferido, no almoço de domingo, pois serve seu prato, sempre, após servir toda a família.

Não consigo entender, nestas minhas lembranças doídas, como conseguiram fazer o milagre da multiplicação. Já éramos tantos à mesa, e mesmo assim, sempre chegava mais um.

E não ficava por aí a tal magia que tudo multiplicava, o mesmo se dava à noite, quando mesmo muito cansados, a todos acomodavam, e as visitas que chegavam.

Naquele tempo, não víamos essa parte que hoje me vem à memória.

Não tenho as lembranças tristes, porque a ilusão se fazia presente, como a mágica da multiplicação dos pães.  Quanto terá vos custado?

Mas essa vida vivida me trouxe por tantos caminhos, que olhando para traz, hoje vejo o que seus sorrisos velavam.

Tantos momentos difíceis, tantas noites não dormidas, tantas palavras caladas, tantos sorrisos chorados, tantos olhares de cumplicidade, tanta servilidade oferecida, tantos sorrisos promovidos, tanta alegria doada!

Veio-me agora à lembrança, do tempo sem geladeira, um tempo de muita penúria, ainda assim, a magia acontecia...

 Chegou à casa uma geladeira, linda de encher os olhos, e dentro, tudo de bom e não me esqueço... tinha azeitona!  Preciso falar da alegria?

Agora meus olhos nublados, viraram rios caudalosos e ainda têm a companhia do nó em minha garganta, que interrompeu nossa prosa.

De que fibras vos fizeram?

Mas nada durava para sempre, tudo era muito difícil e o sonho não cabia na vida real daquela família!

Lá se foi a geladeira, um belo dia, de volta, por falta de pagamento.

Mas a vida continuou, acolhendo os que chegavam...

Sempre tinham mais à mesa do que a comida que havia.

Então, me pergunto outra vez, fostes feitos de que fibra?  Pois não me vejo assim, fazendo as suas mágicas, nem multiplicando o pão, em nenhuma ocasião.

Será?  Pergunto-me de novo,

Que lágrimas, dor e insônia, fortalecem e transformam, a ponto de não viver,

Vivendo a vida dos outros?

De que fibra meus queridos,

De que fibras foram feitos?

Com certeza...

De aço e de dó!

E os forjaram no calor emanado do seu próprio coração!

 Irani Martins
  04/02/2015

O MEU LAR SOU EU MESMA,

O MEU LAR SOU EU MESMA,
E O LEVO AONDE VOU...

Não importa onde moro,
Se no castelo ou casebre,
O meu lar é o que carrego,
Dentro de mim construído,

Aqui chegam sem bater,
Não há trancas a proteger,
Me escolhem como morada,
Para sempre ou temporada,

Meu coração é assim...
Um lar para você e para mim,
Tem  os que sentam e brincam,
Os que  demoram e ficam,
Há os que se energizam e  vão,
Deixando gravadas suas marcas,
Nas veias  do coração.

As paredes do meu  coração,
Traz um mapa de rachaduras ,
Cicatrizes das feridas,
De todos os que se foram,
Sem se importar com a cura.


Mas há também margaridas,
Pintadas com doces mãos,
Que são carinhosas bandagens,
Dos que deixaram saudade,
sarando minhas feridas.

Mas há nesse lar coração,
Que trago, dentro de mim,
Sem me importar onde aporto,
Se seguro ou com conforto,
Um imenso espaço sem fim,
Para acolher a você e a mim.

O meu lar,
Sou eu mesma,
Anda por onde eu o levar,
Se quiser morar comigo,
Não há portas, pode entrar.

Irani Martins