segunda-feira, 16 de junho de 2014

ELIS...ELIS...ELIS...


"Tem os que vão e os que ficam...
Tem os que ficam...mesmo se vão"
 
Irani Martins
16/06/2014

ASAS NO ABISMO.

 
ASAS NO ABISMO
 "Crio asas no abismo e sobrevoo ...

devagar e distraída
essas coisas que na vida
simulam quase uma queda

Sei do voo, sei do prazer
de subir e de descer
e de me deixar cair
sei que vou me machucar
mas me atiro pra voar.

Na batalha diária com o medo
eu sussurro em seu ouvido
'pode deixar, seu segredo
tá bem guardado comigo.
Pode confiar em mim…'

E troco o não pelo sim
faço acordo com o que temo
concilio deus e o demo
e vou onde mora o perigo

Não há mais o que eu não enfrente
se é coisa que eu acho, eu digo.
E faço tudo o que cismo.
Vem tanta gente comigo
a gente se joga e aprende
a criar asas no abismo."
 
Bruna Lombardi
 

sábado, 14 de junho de 2014

SE FECHO OS OLHOS...

 SE FECHO OS OLHOS...

Se fecho os olhos,
Eu vejo muito mais,
Do que a vida agora se põe a me mostrar,
Se me volto no tempo atrás,
As imagens surgem, como cartas de baralho,
Formando histórias
 
que a memória vem me contar.

Porque há histórias guardadas em cada um,
Que só tem vida se lembradas,
Não apenas fotos amarelas do álbum comum.
Sem folhear ...sem vida...
Sem histórias a serem contadas.

Se fecho os olhos...
Tudo tem uma certa magia,
Até o medo que sentia.
Parece até que eu ouço o barulho,
Do silêncio da noite,
no Sitio Santos Reis,
Quando, no escuro, acordada,
nas malhas do medo caia.

O despertar musical, do meu pai
 “Acorda Maria que é dia”,
Espantava o sono e trazia alegria,
Porque depois da cantoria
 a proposta era “À escola faltar”
Tem como não lembrar disso,
com vontade de voltar?,


Às vezes fico pensando...
O que é certo e errado...
Essa cena tão alegre,
de ficar com o filho em casa,
Está certa? Está errado?
Só sei que a lembrança gostosa
disso tudo que ficou,
Não foi a falta à aula,
mas a Música que cantou.
Mas é tanta lembrança boa...
As lições que não foram à toa...
Só vou dizer mais um causo,
que na verdade é real.

Pintei uma tela a óleo, achando que era a tal,
A noite nos trouxe uma nuvem de mariposas,
Estando a tela molhada...
Grudaram na minha obra,
me deixando muito furiosa!

Não preciso dizer que chorei,
Qualquer um imagina essa parte...
Mas o desespero maior,
era como entregar minha arte.
Retoquei e aprimorei, depois que me acalmei,
Porque meu pai me dizia...
E com ele ninguém podia..
Filha, É uma “Natureza Morta”
E isso é tudo que importa!


Se for ficar aqui contando...
Tudo que vejo agora,
Embora de olhos fechados...
É muito o que trago aqui dentro, agasalhado.
É tanta coisa vivida....
Tanta riqueza que lembro;
Tanto vida absorvida...
Talvez chegue até dezembro...
Porque preciso muito tempo!
Irani Martins
14/06/2014

quinta-feira, 12 de junho de 2014

CADA UM COM SEU AMOR

 
 
E cada um com seu par escolhido
E cada qual com seu cada qual.
Cada um com seu namorado ou namorada.
Mais importante e melhor...Cada um com seu amor.
Com a pessoa escolhida para estar junto, vivendo uma linda história de amor.
Todos tecendo um enredo, uma trama que lá na frente causarão risos, saudades, lembranças boas, tristezas, mas de qualquer forma, uma história de amor, vivida, que nos acrescentará algo de bom.
Há o amor da juventude, aquele que vive intensamente o momento, sem pensar muito no vínculo com o futuro, aquele amor apaixonado dos que já planejam os passos de entrada na igreja e a subida tão sonhada ao altar, o amor dos que já planejam a constituição da família com a vinda dos filhos, o amor daqueles que juntos sorriem e sofrem as alegrias e decepções da sua prole, o amor dos que caminham juntos admirando o outono da vida, relembrando e reflorindo suas árvores com as flores de suas memórias, e o amor dos que sentem saudade dos seus  amores que se foram, mas que não os deixaram sós, pois ficaram com uma vida repleta de momentos vividos e guardados no livro da memória e sentimentos únicos no cofre do coração.
A todos estes eternos namorados, que a cada amanhecer, renovam seus sentimentos de amor, um feliz dia dos namorados, enamorados.
 
Irani Martins
12/06/2014

MEU NAMORADO.




MEU NAMORADO...


Onde anda aquele rapaz,
Que me olhava de modo tímido,
Mãos no bolso, tão gentil,
Sentindo um terreno novo?
 
Chegava ser engraçado,
Pois assim era de verdade,
Diferente de todos que até então conheci,
Carregava em suas mãos,
Um carinho que jamais vi.
Virei o centro do mundo,
Foi assim que me senti,
Passei a ser algo mais...
Dentro daquela minha calça Jeans,
 
E começaram a chover cartas,
E a todas eu tinha as mais belas respostas,
Os jovens de hoje não sabem,
O prazer de ver um carteiro.
Um dia...
Chegou um fuscão...
Todo preto e equipado,
O meu namorado voltou,
Travestido de um playboy
A cada chegada uma alegria,
E o tempo corria tão rápido,
Difícil acompanhar esse ritmo,
Quando o amor pedia muito mais.
A partida então...era triste...

Tristeza igual não havia,
Com ele ia,  não só a alegria,
Mas também a minha energia.
Ficava contando as horas...
Porque contar dias já era passado.
Aí quer ver felicidade?
Sair da escola e ele estar lá...
Esperando lá fora.
A pergunta que fiz era essa...
Onde anda aquele rapaz?
O rapaz se tornou um homem,
Um homem com H maiúsculo.
Se não forte, ao menos me mostra,
Me conforta,  ampara, e me ama.
Que ainda estende os braços, se chego,
Já não é um rapaz tímido,
Muito teve que viver,
Mas continua a me fazer especial,
Mesmo agora que  não sou bela.
Esse é o meu namorado.


Irani Martins
12/06/2014

AINDA NAMORADOS



O RELÓGIO.
                                
O relógio ainda bate as horas,
Meu coração ainda recorda, agora,
A emoção de ouvir o tiquetar
Do meu presente, as horas badalar.
A cada volta na corda,
A cada acerto de hora,
Minha memória recorda,
Ninguém me tira esta glória.
Aquela hora ficou na lembrança.
E mesmo agora, tantas horas passadas,
Todas as horas soam aquela mesma badalada.
Renovando em mim a esperança.
Esperança de que ele venha,
Com seu sorriso matreiro,
Fazer parte do meu sonho,
Com seu jeito todo brejeiro.
Hoje vou me fazer bela,
É dia dos namorados,
A mesma promessa ainda sela,
Os lábios que estão calados.
Os badalos ainda ressoam,
do relógio sobre o tajer,
Os dias e os anos voam,
Mas uma coisa nunca mudou,
Aquela que muito lhe amou,
Quem muito ainda lhe quer,
Aqui espera, com a saudade que ficou.
  Irani Martins 
                                                    12.06.2001                                                     
Este simplório poema, foi escrito para minha mãe, em memória a meu pai Anisio, que nunca se esquecia de uma data tão importante quanto o  "dia dos Namorados", mesmo que o presente fosse uma rosa roubada de um jardim.
E este relógio foi um dos presentes dele para ela.
Escrevi o poema, porque neste dia, ela acordou e me contou que havia sonhado com ele.
Que ele havia vindo busca-la para irem a um baile de festa junina.
E ela contava com todos os detalhes de roupa, jeitos e trejeitos dele.
Acredito que realmente dançaram apaixonadamente aquela noite, em sonhos.

domingo, 1 de junho de 2014

MEUS DESERTOS...MEUS OÁSIS...


DESERTOS...


Choro minha solidão no dia da alegria,


Atravesso meus desertos,



Sedenta de companhia.


O outono da vida há muito chegou,

Trazendo com ele uma certa melancolia,

O inverno que se anuncia...

Trará..algo da alegria, que atrás ficou?

Acordo nessas manhãs solitárias,

Procurando o riso que era tão fácil,

E transformo em palavras a atitude impossível,

Brincar, sorrir, esperar, sonhar, não pensar.

Amanhã, talvez quem sabe...

O dia amanheça mais leve,

E o que hoje aqui dentro não cabe,

Amanhã, talvez...quem sabe?

Eu persevere! E caminhe...

Atravessando meu solitário deserto,

E encontre o meu oásis povoado..

Irani Martins

11/05/2014