Um blog para quem curte a família, sentada á mesa, com uma comida gostosa, feita por aquela que nos quer à volta.
Um blog para quem ama poesias,curte cinema, música, livros, vinhos, queijos,uma boa comipanhia, e para aqueles
que sabem que, comida rima com vida, e que família é tudo de bom, mas é coisa de doido, pois rima amor e dor.
Irani Martins
Quando preparardes a comida, não olheis com olhos comuns e não penseis com mente comum.
Apanhai uma folha de relva e construí uma terra do rei do tesouro; entrai numa partícula de pó e girai a grande roda do darma.
Não desperteis uma mente desdenhosa quando preparardes um caldo de ervas silvestres; não desperteis uma mente alegre ao preparardes uma refinada sopa cremosa.
Onde não há discriminação, como pode haver aversão? Por conseguinte, não sejais descuidados nem mesmo quando trabalhardes com material pobre, e mantei vossos esforços mesmo quando tiverdes excelente material. Não mudeis jamais a vossa atitude de acordo com o material.
Se assim o fizerdes, será como se alterásseis vossa verdade ao falar com pessoas diferentes; não sereis, então, um praticante do caminho.
Quando você compreende que é divino, você é livre e desapegado do que quer aconteça ou não. A tela não é influenciada pelas cenas que são projetadas nela. Seja imperturbável, pois nada é real. E se o irreal te afeta, isso significa que você ainda está imerso em ignorância. A compreensão mais elevada é “Eu sou Tudo, não há nada à parte de mim”. Logo, por que se preocupar?
Agora
que eu já sou avó, e tento palidamente, ser você para minha neta.
O
seu brilho, foi uma característica muito sua, que fazia parte da sua risada, e
morava nos seus olhos.
Falar
de você é acrescentar saudade à tão já vasta saudade acumulada!
Mas
falamos! E como falamos!
Mantemos sua presença viva com palavras.
Ainda
esses dias, fui falando de você para Alice, minha neta.
Ensinei
a ela a sua música. Aquela que nos acordava, de forma alegre, trazendo alegria
às nossas manhãs. Não me lembro de me incomodar de acordar cedo, nos meus dias
de ontem, com a sua cantoria.
E rememoro as minhas "juras", ainda guardadas na "mala das possibilidades", pois me recuso a desistir dos melhores sonhos e junto, revejo as cenas que contam a história das minhas saudades.
Assim vou vivendo.
Cada passo novo que dou, carregando comigo minhas saudades e minhas juras, me levam ao meu novo destino, seja ele sonhado ou não.
Mas, quando começo a caminhar são os sonhos e minhas "juras" quem me movem, não minhas saudades.
A realidade, vou absorvendo, a cada dia, tirando dela as melhores lições e incorporando às minhas experiências.
Tristezas? Melancolias?
Fazem parte. Eu as vivo, choro, no seu tempo, mas procuro não carregar seu peso.
Vivo assim, lutando entre o ser e não ser.
O que sei e o que desconheço. Mas sou uma essência verdadeira e real, feita de busca e introspecção, que mora em mim e que me convida a refletir, deixando a vida mais simples.
Demoro a entender que essa é a verdade da vida, a essência. Mas, quando entendo...
Se entendo...
Mudo meus rumos, remodelo, meus sonhos, passo a ser mais leve deixo pelos caminhos algumas "juras" e alivio meu fardo.
Quase toco a felicidade!
E se não toco, são meus conflitos que me impedem.
Mas, consigo ter os meus verdadeiros momentos felizes.
Porque, concordem comigo...
Nesses momentos, apenas vivemos a hora, contemplamos a existência sem muito querer.
Nossos sentidos estão voltados para aquela alegria, nossos olhos vêem o melhor de tudo, não há mais sonho, apenas somos.
Se...
Continuássemos a olhar a vida assim, estenderiamos os momentos felizes, até que nossa essência verdadeira, espírito, que pouco pede e necessita, prevalescesse...
Aí sim, não só, tocaríamos a felicidade, mas, nos despiríamos do peso que carregamos por tanto tempo e nos vestiríamos com ela,
Seríamos luz irradiante projetada por sorrisos reais!
A tristeza, às vezes, chega anoitecendo o coração, tal qual a noite, obscurecendo a luz do dia.
Vem de mansinho, somando os minutos e quando faz a hora a luz já se faz pálida.
E assim é, cá dentro de mim.
A sombra chega, se esgueirando, empalidecendo meu sorriso, pintando o vermelho do meu coração com nuances escarlates, envolvendo com os seus braços de bruma.
A dor que dói não se explica, apenas dói solitária.
Não há o que contar, quando não há ouvidos para ouvir.
Ouvidos que ouvem a dor são surdos e cegos de amor.
Conseguem tatear a cor escarlate e o choro do coração sem ouvir ou olhar. Apenas sabe.
A noite adentrou ao dia, mas trouxe um adorno consigo para que não ficasse tão pálida. Deixou que sua lua deslumbrante desfilasse soberana.
Mas, não há sol, nem estrelas ou lua cheia, no céu do meu peito oprimido.
Há apenas esse coração teimoso, que se abriga no rescaldo da esperança, do amanhã que virá.