Quais os meus direitos,
Nesse mundo tão sem jeito ?
Quero poder exercê-los,...
Sem perguntar...
Quero poder exercê-los,...
Sem perguntar...
Posso tê-los ?
Quero o direito de ir e vir,
Sem ser preciso pedir.
Direito de não falar,
Se só preciso, calar!
Sem ser preciso pedir.
Direito de não falar,
Se só preciso, calar!
Direito de poder chorar,
Quando estou por aí a andar.
Quero poder me sentar em qualquer calçada
E pensar !
Quando estou por aí a andar.
Quero poder me sentar em qualquer calçada
E pensar !
Quero poder cantar,
Bem alto...
Bem alto...
e não ter que explicar
Quero poder falar...
Se o que penso não me faz calar !
Quero poder falar...
Se o que penso não me faz calar !
Acordar de manhã, devagar...
Ter tempo de espreguiçar...
Procurar bem dentro de mim,
A ação que estou a fim.
Ter tempo de espreguiçar...
Procurar bem dentro de mim,
A ação que estou a fim.
Levantar sem ter muita pressa,
Senão tudo fica às avessas,
Senão tudo fica às avessas,
Se tiver um sorriso aberto,
Daquele que está por perto
O quadro fica completo...
E o mundo parece certo.
Daquele que está por perto
O quadro fica completo...
E o mundo parece certo.
Quero poder planejar,
Os sonhos que estou a sonhar.
Quero a certeza de poder idealizar,
Certeza de não ter que mudar,
Os sonhos que estou a sonhar.
Quero a certeza de poder idealizar,
Certeza de não ter que mudar,
Plantar uma raiz de mim,
Saber que sonhei assim.
Vê-la brotar e crescer,
Como os sonhos que estou a ter.
Saber que sonhei assim.
Vê-la brotar e crescer,
Como os sonhos que estou a ter.
Mas não vejo esses direitos,
Nesse mundo louco, sem jeito !
Nesse mundo louco, sem jeito !
Acordo de manhã com pressa,
E tudo fica às avessas,
O sorriso da pessoa ao lado,
Não tem brilho...é um enfado,
Não é um sorriso dado,
Mas um sorriso ensaiado !
E tudo fica às avessas,
O sorriso da pessoa ao lado,
Não tem brilho...é um enfado,
Não é um sorriso dado,
Mas um sorriso ensaiado !
A minha raiz vai secar,
Pois não encontro o lugar,
Tudo que está à minha volta,
Não é fixo...a vida dá cambalhota!
Pois não encontro o lugar,
Tudo que está à minha volta,
Não é fixo...a vida dá cambalhota!
Onde está o meu direito,
Dentro desse mundo sem jeito,
De caminhar e chorar,
Sem ter que me explicar?
Dentro desse mundo sem jeito,
De caminhar e chorar,
Sem ter que me explicar?
Irani Martins

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