quarta-feira, 15 de maio de 2013

A florada dos ipês.

A florada dos ipês.

Há sonhos que construímos,
Há caminhos percorridos,
Há marcas de passos na estrada,
...
Há feridas que ficaram da jornada,

E há o que não aconteceu,
O que, em sonho permaneceu!
Os passos que não andaram,
E as feridas que ficaram.

Há ainda,
Lembranças de coisas lindas,
Imagens retidas na memória,
Dos tempos de alegria e paz.

E busca ainda,
Aquilo que não se foi,
Que sequer está hoje aqui,
E nem sabe se virá!

É tudo uma roda vida,
Que gira, volta e revira,
A vida que está parada,

E de repente me vejo.
Assim...sem que nem porque...
Sem sonhos, sem rumo, nem prumo,
A esperar a próxima florada dos ipês.
Irani Martins
Urânia (SP) 10/22/2012


 
 
 

domingo, 5 de maio de 2013

quinta-feira, 18 de abril de 2013

É SEMPRE VOCÊ E ...VOCÊ!

Acho que no fundo somos sempre sós.
Pode ser que você encontre um amor, um punhado de amigos, o conforto familiar.
Mas ninguém te livra dos pesos da vida.
A gente nasce e morre sozinho.
E tudo bem, tudo bem, não tem drama nenhum nisso.
É claro que é bom ter gente pra rir e chorar, mas entenda: no fundo
É sempre você.
E... você!
 
 

Clarissa Corrêa

terça-feira, 16 de abril de 2013

Na nostalgia do meu dia, me encontro com os poetas que me parecem iguais...



" Quando eu era menino,
os mais velhos perguntavam:
o que você quer ser quando crescer?
 Hoje não perguntam mais.
Se perguntassem,
eu diria que quero ser menino."

Fernando Sabino





terça-feira, 2 de abril de 2013

RISOS E LÁGRIMAS....


 
RISOS E LÁGRIMAS...


 
Como já disse o poeta...
"Viver é isto: ficar se equilibrando, o tempo todo, entre as Escolhas e as Consequências".
Jean Paul Sartre
 
Sabemos o quanto é verdadeiro, quando temos que nos equilibrar entre os bons momentos e os desencontros da vida.
Um dia o choro vem, no outro o riso explode como se fosse fogos de artifícios.
E vamos remando...
Tentando manter o barco no rumo programado.
Muitas vezes os ventos nos desviam e precisamos reprogramar a rota.
Noutros dias, podemos apreciar a beleza da paisagem, mesmo à deriva.
E há aqueles dias, de sol escaldante, que o remo se torna um peso enorme...e a vontade que dá é abandonarmos a segurança da rotina e deixar que o vento, as chuvas e as tempestades nos dê o novo trajeto.
Não sei se é desistir, mas talvez,  não ser tão forte para remar contra a correnteza.
Talvez...vontade de acreditar que as tempestades possam nos levar a lugares novos para novos recomeços.
Mas...os remos estão ali...e mesmo cansados, retomamos a mesma toada, movimentamos os remos, rumo aos mesmos caminhos. 
Terras já exploradas.
Covardia?  Conformismo?
A coragem maior é mudar ou aceitar?
O conformismo está em aceitar ou muitas vezes compreender?
Onde está o medo? E a coragem?
O medo é de ficar ou de partir?
E a coragem está em ir ou ficar?
São os desequilíbrios da vida!
São as nossas escolhas de todo dia!
Barcos...
remos...
tempestades...
choro...e risos!
 
 
Irani Martins
 
02/04/2013
 

 

domingo, 24 de março de 2013

OUTONO DA VIDA!


                          OUTONO! 
A natureza se desfolha, preparando a renovação. 
Se desfaz das folhas velhas, cansadas, se põe nua para uma nova vestimenta. 
Dá-nos o exemplo do verdadeiro desprendimento e paciência ao esperar o momento certo para se vestir novamente da sua cor preferida. Se fazendo bela! 
Nós, também criaturas de Deus, parte deste vasto universo, e insistimos em colocar uma regra diferente à nossa classe, 
É tempo de renovação para todas as criaturas. 
Dispamos nossa pele velha, cansada, já gasta, sem brilho, consequência das nossas lutas (nossas velhas atitudes, emoções e sentimentos já viciados e estéreis) e nos desnudemos com confiança, sabendo que o passo mais importante está sendo dado. 

O futuro nos reserva nova roupagem, de cor vibrante, de novas esperanças, novos sonhos, novas atitudes e fortalecimento da nossa fé. 
Esta é a estação do preparo para uma nova era. 
Que venha o outono... 
Já caem as folhas, e eu... 
Semi despida... 
me adentro à paisagem! 

Irani Martins 
 24/03/2013

sábado, 23 de março de 2013


 

A VIDA AO SABOR DOS VENTOS
 

A vida nos leva por caminhos tais,

Que não reconhecendo o nosso trajeto,

Ficamos tal qual barco à deriva,

Sem rumo e  ao sabor dos ventos.

 
E nesse vai e vem,

Nos altos e baixos da maré,

Reencontramos quem era conhecido,

E por sabe lá o porquê,

 
Nos deparamos com o estranho.

O desconhecido, o velado...

Pois uma névoa paira,

Entre o que era e o que é.

 
Não deixando ver a mentira ou a verdade.

E na inocência de quem julgava ser,

Me deparo com a interrogação do que sou,

Onde estou, o que sei e quem são,

Os fantasmas velados.

 
O que mudou enquanto vivi e eu não percebi?

Meu olhos parados, fitaram o infinito,

E me perdi nos sonhos sonhados,

Comigo, contigo, com todos que conheci?

 
O concreto, o palpável, o saber,

Ainda existem para mim,

Mas não situo no mundo que vivo,

A aplicação do que aprendi.

 
Os que foram não voltam,

Se voltam não os conheço,

Se ficam não os alcanço,

Se os alcanço não sinto o toque,

E no toque tudo se desfaz.

 
O barco segue ao léo,

Sem rumo, ao sabor do vento,

Apenas a maré que muda...

Mais alto, mais alto...

E na baixa leva meus sonhos,

E tudo que me faz feliz!

 
Irani Martins Ferreira da Silva     21/03/2013  São Paulo