sábado, 29 de setembro de 2012

REFLEXÕES NUM FIM DE TARDE

REFLEXÕES EM UM FINAL DE TARDE
 
Tem dia que a vida nos testa, e achamos que vale insistir naquilo que julgamos ser o melhor, pensando até que precisamos nos melhorar e ajustar a rota do nossos crescimento espiritual.
A vivência e a experiência nos mostram o caminho da paciência, outras vezes, da benevolência, às vezes até conseguimos o exercício do perdão.
Mas tem dias,  que o cerco se fecha, e notamos que temos limites. Que o certo e o
errado estavam vinculados à procura do melhor de nós.
No entanto, percebemos também, que não somos assim tão corajosos e nem perfeitos, a ponto de anular nossos sentimentos. Aí o bicho pega,  e pensamos em desistir de algumas pessoas da nossa vida, que temos cuidadosamente cultivado, por conta da nossa proposta de elevação.
As pessoas vão e vem na nossa tajetória de vida. Mas existem aquelas que são partes de nós.
A vida nos mostra que relacionamentos são difíceis, ainda mais porque eles nascem e se desenvolvem em uma teia de emoções e sentimentos. Isso,  tanto faz com que sejam especiais, como faz com que tragam alegrias e tristezas.
São partes de nós, não há como separar ou dar pausa.
Assim, alguns desses relacionamentos nos levam à exaustão, tamanho o esforço que fazemos para que tudo seja bom.
Se analisarmos como uma fotografia, podemos até concluir que nem sempre vale a pena.
Mas se analisamos do lado de dentro, envolvidos na emoção dos nossos mais puros sentimentos, nós insistimos, e achamos que tudo vale a pena, se a alma não é pequena, como disse um poeta.
Mas e aí? Naqueles dias, em que percebemos que para sermos anjos ainda precisamos de asas, como fazer para continuar cultivando o que não quer florescer?

Hoje, estou assim...percebendo minha queda, pois vi que não tenho asas...
Coloquei aqui meus ortodoxos pensamentos, que podem não estarem claros para vocês meus amigos, mas garanto... a mim está muito pior!

Assim divido com vocês, na esperança de que me tragam luzes.
 
Irani Martins
29/09/2012

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

SINTA A DOR...

 
Madre Tereza de Calcutá, dizia que só podemos dizer que amamos verdadeiramente alguém, quando soubermos rimar amor com dor, isto é, quando aprendermos a sentir a dor do outro.
 
Sinta a dor

"A dor não precisa ser sempre algo negativo. É importante sentir a dor dos outros – a que nós causamos e a que não causamos – porque isso pode nos inspirar e nos mostrar que ainda há muito a fazer.
Meu pai costumava sugerir que seus alunos visitassem abrigos de pessoas sem teto ou hospitais para crianças. Se você não encontrar tempo em sua agenda para fazê-lo nesta semana, pense em alguém de sua vida que você sabe que não está bem neste momento e medite para sentir a verdadeira origem dessa dor. "

www.yehudaberg.com

Somente quando começamos a sentir a dor dos outros é que a Luz nos mostra como podemos ajudá-los da melhor maneira.
 
 

A ESPERANÇA SE RENOVA NA PRIMAVERA...



Há uma primavera em cada vida: é preciso cantá-la assim florida, pois se Deus nos deu voz, foi para cantar! E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada que seja a minha noite uma alvorada, que me saiba perder...para me encontrar....
 

 

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Dores da Alma

O que arde em meu peito,
Semelhante saudade,
Tal  dor refletida,
No espelho da alma?

O que traz aos meus olhos,
Esta lágrima solitária,
E dentro do peito,
O soluço contido?

Por que esta vontade,
De me por deitada,
Deixando que a vida,
Flua sozinha e eu quietinha?

Por que o abraço, mesmo apertado,
Não traz o alívio,
Há tanto esperado?

Porque a solidão, tal qual uma prisão,
Me deixa distante,
Me traz  isolada,
Me faz  abalada?

Por que esta angústia,
De que nem porque,
Que arrasta meu corpo,
Tal qual um boneco,
De Alma sem eco?

O verso sem rima,
Sem cor ou alegria,
Será companhia prá  alma vazia?

O choro contido,
Será convertido em riso,
Sorriso,
Levando prá sempre,
A tristeza presente?

Aqui estou eu, boneco sem eco,
Pedindo... implorando,
A Deus, meu amigo,
Que traga a calma,
A paz e alívio
Às dores da Alma.

Irani Martins Ferreira da Silva
15 de agosto de 2012.


quarta-feira, 18 de julho de 2012

QUERIDO IRMÃO,

Foi lindo e emocionante ver o meu irmão Ari Dalton Moreira, que força, que riqueza de fé, que amor pela vida que Deus lhe deu!


Quanta perseverança! Quanta persistência!

Quer muito ir para casa!

E vai, logo...muito logo.




... Meu irmão, meu coração transborda de emoção e amor, diante de tanta dignidade!

Dignidade sim, porque apesar da de todas as dificuldades e dores, se mantém firme, forte e ainda se preocupando com minha saúde.

Te amo, mais do que nunca, pois uma vez eu te disse e reforço hoje, estar com você é reforçar o meu amor e me apaixonar novamente por você, tal qual com era em criança.



Deixo aqui um poema que retrata algo da nossa trajetória de vida em comum.

mil beijos



MEU IRMÃO

Quando criança

sentiamos a cumplicidade no olhar

as brincadeiras

as broncas

No sentar para comer

as fantasias próprias sa idade.

Horas de cochicho na cama

até pegar no sono.

Fomos crescendo

junto, o peso da responsabilidade

o distanciamento

outros quereres

planos que se traçam

e se frustram

sonhos que ficam perdidos na memória

Olhar longe

com receio de cruzar os olhares.

Se perdendo no muito em fazer.

Que o meu entardecer

seja o seu amanhecer,

só que esse sol é o mesmo

eu sou a mesma.

Toda vez que ver uma rosa

saiba que ela simboliza o amor

esse meu irmão que sinto por você.

Quando sentir uma brisa leve

sou eu a te abraçar

Ao olhar pro mar

ele estiver revolto

é a saudade dentro do meu peito.

A distância é um detelhe.

O pulsar do coração

é a esperança de alcançar o sucesso.

A chegada é a alegria

de ver um irmão a casa retornar.



Patrícia Tieko Ver mais

terça-feira, 17 de julho de 2012

Hoje vi um filme que tem como título uma parte do nome do meu blog.
Foi bastante interessante, porque retrata muito do que tenho colocado aqui para nós.
Une... culinária, poesia e família.
Valeu a pena!

RESENHA: “O TEMPERO DA VIDA”
O tempero da vida. Esse filme é lindo, poético, tem bela fotografia e a história é mais linda ainda. Ele tem um gostinho de casa de avós, gostinho de família.
É uma produção greco-turca que conta a história de um menino, Fanis, que nasceu em Istambul, na Turquia. O avô, Vassilis, um filósofo culinário e mentor de Fanis, ensina-lhe que tanto a comida quanto a vida requerem um pouquinho de sal para lhes adicionar sabor. Ambas precisam de um toque de tempero.
Por causa da guerra (Grécia e Turquia disputavam a Ilha de Chipre), os pais de Fanis são deportados para Atenas, na Grécia. Fanis é obrigado a deixar o avô e o seu primeiro amor.
É um filme muito sensível e ao mesmo tempo engraçadíssimo. O avô faz muitas comparações entre os temperos e a vida.


As minhas melhores lembranças vêem da hora do café da manhã, do almoço e do jantar. Tudo em torno da mesa. Só pra vocês terem idéia da beleza desse avô. Vou transcrever um trechinho do que ele fala no filme. Vassilis tem uma loja de temperos, antepastos, em Istambul. A mulher entra na loja dele para comprar cominho para temperar as almôndegas que vai fazer para a família do noivo. Então ele diz a ela: “Cominho é um tempero forte. Deixa as pessoas introspectivas. Coloque canela. A canela faz as pessoas olharem uma nos olhos das outras. Se quer dizer sim, então adicione canela”.
Não é lindo? Ele dizia que a canela representa Afrodite, que era a mais bela de todas as mulheres. Por isso é que a canela é doce e amarga, como todas as mulheres. Assista a esse banquete de poesia, cheiros, sabores, cores e, depois, conte aqui no blog quais são os verdadeiros temperos da vida!”





http://youtu.be/0wsnfZA4hZ8

segunda-feira, 4 de junho de 2012

O VERDADEIRO AMOR
...

Um famoso professor se encontrou com um grupo de jovens que falava contra o casamento.
Argumentavam que o que mantém um casal é o romantismo e que é preferível acabar com a relação quando este se apaga, em vez de se submeter à triste monotonia do matrimônio.
O mestre disse que respeitava sua opinião, mas lhes contou a seguinte história:

“Meus pais viveram 55 anos casados. Numa manhã minha mãe descia as escadas para preparar o café e sofreu um enfarto.
Meu pai correu até ela, levantou-a como pôde e quase se arrastando a levou até à caminhonete.
Dirigiu a toda velocidade até o hospital, mas quando chegou, infelizmente ela já estava morta.
Durante o velório, meu pai não falou.
Ficava o tempo todo olhando para o nada. Quase não chorou. Eu e meus irmãos tentamos, em vão, quebrar a nostalgia recordando momentos engraçados.
Na hora do sepultamento, papai, já mais calmo, passou a mão sobre o caixão e falou com sentida emoção: “- Meus filhos, foram 55 bons anos…Ninguém pode falar do amor verdadeiro se não tem idéia do que é compartilhar a vida com alguém por tanto tempo.”
Fez uma pausa, enxugou as lágrimas e continuou: “- Ela e eu estivemos juntos em muitas crises.
Mudei de emprego, renovamos toda a mobília quando vendemos a casa e mudamos de cidade.
Compartilhamos a alegria de ver nossos filhos concluírem a faculdade, choramos um ao lado do outro quando entes queridos partiam. Oramos juntos na sala de espera de alguns hospitais, nos apoiamos na hora da dor, e perdoamos nossos erros…
Filhos, agora ela se foi e estou contente. E vocês sabem por que? Porque ela se foi antes de
mim e não teve que viver a agonia e a dor de me enterrar, de ficar só depois da minha partida. Sou eu que vou passar por essa situação, e agradeço a Deus por isso. Eu a amo tanto que não gostaria que sofresse assim… “
Quando meu pai terminou de falar, meus irmãos e eu estávamos com os rostos cobertos de lágrimas. Nós o abraçamos e ele nos consolava, dizendo: “Está tudo bem, meus filhos, podemos ir para casa.”
E, por fim, o professor concluiu: Naquele dia entendi o que é o verdadeiro amor. Está muito além do romantismo, e não tem muito a ver com o erotismo, mas se vincula ao trabalho e ao cuidado a que se professam duas pessoas realmente comprometidas.

Quando o mestre terminou de falar, os jovens universitários não puderam argumentar.
Pois esse tipo de amor era algo que não conheciam.
O verdadeiro amor se revela nos pequenos gestos, no dia-a-dia e por todos os dias.
O verdadeiro amor não é egoísta, não é presunçoso, nem alimenta o desejo de posse sobre a pessoa amada.

“Quem caminha sozinho pode até chegar mais rápido, mas aquele que vai acompanhado com certeza chegará mais longe e terá a indescritível alegria de compartilhar, alegria esta que a solidão nega a todos que a possuem…”