sábado, 9 de abril de 2016

DA XUXINHA AO VESTIDO DE NOIVA.


DA XUXINHA AO VESTIDO DE NOIVA.

Agora que vai chegando o seu grande dia, me pego bastante pensativa e emotiva.
E faço retrospectos ao longo do dia.
Quanta vivência nesses seus anos de vida!
Quantas lutas, mas também, quantas superações, conquistas e vitórias!
A Denisinha, pequenina, de xuxinha no cabelo, nos surpreendeu, pois de pequena, só o tamanho mesmo!
E era mesmo tão pequenina! E tão quieta!
E fui recordando...
Lembrei-me de quando vi a primeira vez um sorriso aberto e solto no seu rosto.
Era raro!
Hoje ostentas esse seu lindo sorriso!
Depois me lembrei do quanto era querida pelos seus amigos na faculdade, seus amigos de Palestina, e como ficava feliz quando estava com eles.
Aí me Lembrei de muitos momentos difíceis pra valer, filha.
Não foram poucos, então tive muitos momentos passeando na minha tela mental.
Mas, em todos eles, eu estive presente, se não de corpo, estive de alma. Tão presente, que nem era eu a viver.  Vivi todos contigo.
Choramos juntas muitas vezes.
Já dormimos de mãos dadas e não me esqueço disso!
Noites de insônias criativas, que traziam amanheceres renovados, cheios de novas perspectivas. Tem alguém mais experiente que nós duas nessa área?
Soluções impensáveis em outros momentos da vida.
Construímos sonhos em bases instáveis e juntas fizemos deles realidades.
Bem dizem filha, que as dificuldades amadurecem.
Somos prova viva!
E foi tão bom colhermos juntas as suas vitórias!
Participar das suas conquistas, do seu crescimento, ter o privilégio de participar da organização do seu primeiro “cantinho”.  Saber que foi uma conquista muito importante, e poder estar lá do seu lado, naquele momento foi muito gratificante e importante para mim. Para isso movi céus e terra.
E todas essas nossas parcerias, fizeram de nós companheiras e nos trouxeram presentes uma para a outra até aqui em todas as horas.
Agora minha filha, me preparo para viver com você o momento de vesti-la de noiva.
Sei que será outro momento de muita emoção!
Botão a botão, estarei encerrando um ciclo de você comigo e te entregando a um novo caminhar com seu companheiro escolhido.
Desculpe-me, caso alguma gota cristalina venha a cair em meio às pedras do seu vestido e não combinar com o bordado, mas posso não conseguir segurar uma chuva de cristais líquidos querendo enfeitar seu vestido.
Sei que vai estar linda! E vou ficar feliz por você e com você mais uma vez!
Estaremos novamente comemorando um momento importante da sua vida, festejando a sua vida, sorrindo com você.
E no final...
Retomaremos estradas diferentes dessa vez, embora a minha missão continue.
A de orar por você todos os dias!
Amo-te!

Mamãe.

08/04/2016

sexta-feira, 8 de abril de 2016

SER MÃE É EXERCITAR DESAPEGO.



SER MÃE É EXERCITAR DESAPEGO.


Se perguntar a uma mãe como fazer para se desapegar de um amor, ela, com certeza não saberá responder de pronto.

Mas ser mãe é exercitar o desapego ao longo da sua vida, e para todo o sempre!

Ainda no ventre, ela acalenta a cria, e a considera sua, sonha, idealiza, e constrói uma vida, a sua vida em torno daquele ser que chega para completar seus motivos, suas razões, seus estímulos de viver.

E quando nasce, a mãe tem a alegria de tocar, de pegar no colo sua cria, e concomitante convive com uma ausência em seu âmago, um vazio nas suas entranhas, e todo o movimento da vida gira em torno da nova vida chegada, saída de si, mas não mais só sua.

E a partir daí, a cria, que foi sua, passa a ser do mundo.

Tem vida independente da sua.

Poderá acompanhar, ajudar, cuidar, proteger, amar, mas não mais será sua.

Terá a criatura em seus braços, por momentos, mas nunca mais agasalhada em seu interior.

E começa a vê-la soltar-se...

Até que um dia, para um ou para outra, entrega totalmente o pedaço das suas entranhas, mesmo sem a certeza de que terão por ela o mesmo cuidado que tinhas.

E vês o laço se soltar, de novo, se sentindo ficar, meio perdida, meio insegura, sabendo que a história se repetirá, pois dessa vez quem vai é sua alma semelhante, sua filha, para viver a mesma história.

Já começa a se doer por todos os seus desapegos, como se fossem seus.

Mas a vida não é sua, assim como não tivestes para si suas outras crias.

Seguiram o curso natural da vida.

Agora, ao acolher em meus braços, a minha filha, pra o abraço de mãe em seu momento de desapego, já que ainda este mês se casará, farei um esforço enorme para não jorrar por fora a chuva que molha por dentro o meu coração.

É um ato heroico de ficar feliz, por ela, sem que consiga ser por mim.

Sim, é uma contradição enorme!

Feliz por ela, e triste por saber, não mais poder adentrar a sua vida com a mesma naturalidade de agora.

Outro desapego de mãe.

Os filhos não só se vão, cumprindo o curso da vida, mas vão, formando outros ninhos, com outros companheiros.

E em seus ninhos, olharemos de fora, como expectadores, adentraremos se necessário, quando solicitados.
E assim é necessário, para que o equilíbrio exista.

Penso em todas as vezes que quis poupá-la, carregá-la no colo, para que não sentisse a aridez do solo da vida.
Em tantas outras que pintava com ela o quadro da vida, e sutilmente ia matizando os tons tornando-os mais alegres, transformando alguns pingos em florezinhas, para que a paisagem se amenizasse, e pudesse ver um sorriso em seu rosto. Nas vezes em que noites mal dormidas me levaram até ela em pensamento, e velei seu sono, orando para que o novo dia fosse mais claro e que as nuvens houvessem se dissipado com a chegada do sol. Nas ligações em que sondava o tom da sua voz, tentando identificar seus temores, suas dores, o que lhe ia à alma, com o coração saltando à boca, e mesmo sem saber como, me transformava em palavras, quando na verdade queria me tele transportar.

Amor de mãe!

Feliz de saber que terá com quem dividir, não mais precisará de fios telefônicos ou via satélite para alcançar meu socorro.

E a mãe se desapega novamente, pois sentirá falta de carregar no colo nas horas difíceis.

Mãe sente falta de se doer com o filho!

Há tantas formas de amor!

O amor tem formas estranhas, também, de se manifestar, podem acreditar!

Uma delas é o silêncio!

Outra é falar com os olhos e sorrir com eles.

E ainda mais...

Mãe, é o próprio exercício de desapego encarnado.

E MÃE, não se desapega mais, porque Deus nos deu o dom, de amar à distância, de nos aproximar por pensamento e energia vibratória.
E aprendemos a tocar e abraçar com o coração!


Irani Martins

08/04/2016

quinta-feira, 7 de abril de 2016

BOM DIA!



A cada dia um renascer.
Um momento que se foi um que se vive e um que logo chega.
O tempo é dinâmico, assim como o ser humano, então, interagimos com ele, acolhendo os contratempos do tempo e colhendo os frutos dessa interatividade.
Mudanças são consequências inevitáveis diante do tempo, e nos rendemos a elas e a ele. Mas é esse dinamismo da vida, que divide o tempo em dia e noite, que fez com que o ontem se fosse e o raiar do dia nos trouxesse a luz que dissipou a treva.
O dia hoje é de muita luz. 

Bom dia!

Irani Martins

quarta-feira, 9 de março de 2016

VIDA SEM ALMA




VIDA SEM ALMA
E há aqueles dias...
Que todas as palavras ditas e escritas, não cabem, nem servem para si mesma.
Que todos os seus credos se transformam em dúvidas e dentre essas, sua própria existência.
Já não se trata de saber sobre missão...
Isso agora está muito além da minha capacidade de buscar entender os mistérios da vida.
Busco, agora, procurar respostas, imediatas, que preciso para sair das minhas próprias trevas.
Sair de mim mesma, é a tarefa mais difícil que já me deparei nessa minha caminhada.
Não envolve apenas remexer feridas abertas, que sangram e dificultam a limpeza para a cura.
Significa trazer à luz as feridas e o que busco ocultar como defesa.
Desconheço-me, nesse corpo sem alma. Já que vida, nada mais é, que a alegria da alma.
Sou apenas um bloco, vazado, já que sou toda abismo, sem conexão com nada.
Não é verdade...
Conecto-me a esse “sentimento” estranho, que me rotula ninguém, ou nada, pois não há, de verdade, um termo que explique se sentir assim.
E não há milagre que chega, te envolvendo, remendando suas dores, preenchendo seus vazios.
Não há...
Sempre é preciso buscar!
Mas não há força na inanição dos meus pés. Nem coragem na minha alma sem vida.
Lembro-me de ter feito isso, com palavras, feito rima, tinha som, havia riso...
Mas quem leu, ouviu a música composta em rima, achou interessante a escrita, admirou a grafia correta, mas não leu a emoção da mensagem.
Mas houve até quem não lesse!
Vieram então outras artes, já que a vida pede teatro, e foi ficando tarde para novas formas de expressão.
Aqui estou...
Nesse nem sei quem sou...
Tantos falam de solidão, achando que a palavra explica estar-se só, sem outros à volta.
Solidão é mais que isso...
Solidão é não ter ninguém, nem encontrar a si mesmo.
É ser ilha, e não se situar dentro dela.
O que está fora não adentra...
Não tem pulsação...
No seu próprio coração!

Irani Martins
09/03/2016


sábado, 5 de março de 2016

A MÚSICA QUE TOCA EM MEU CORAÇÃO.


A MÚSICA QUE TOCA EM MEU CORAÇÃO.

Neste novo dia, quero a alegria do recomeço...
A leveza da naturalidade...
Jogando fora as fantasias, o peso de todas as máscaras...
Os enfeites desnecessários,...
E que possamos todos, retornar a ser quem somos, a pessoa que queremos ser.
Aquela que dança conforme a música do seu coração, e se veste para essa ocasião com o mesmo sentimento de liberdade.
Leve, natural, que nada nos custa a não ser sermos apenas nós mesmos.
Esse ser que amamos, e se ainda não aprendemos amá-lo, que seja hoje o dia da descoberta, de que para amar, é preciso antes amar a nós mesmos. 
Para entender de amor ou de qualquer outra coisa na vida, precisamos antes, estar convivendo com esse desconhecido, apalpando, sentindo, exercitando, respirando, absorvendo, fazer dele parte de nós. 
E só então saberemos dele e o conheceremos.
E se conhecermos o amor...
Ah!  O amor!
Esse que nos faz compreender...
Poderemos sim, nos vestirmos de acordo com a música que toca em nossos corações e dançamos o ritmo ditado por ela, com simplicidade e naturalidade.
Assim, sem mais nada...
Máscaras...
Para que?

É um novo dia, sintonize seu coração e ouça a sua música.
Recomecemos!

Irani Martins
05/03/2016

quarta-feira, 2 de março de 2016

A VOLTA POR CIMA.


A VOLTA POR CIMA.

Arriba!
A vida recomeça para novos desafios.
O sol quando aponta no horizonte, acende todas as suas luzes, brilha iluminando o dia, resplandecente, sem se preocupar com as nuvens que ao longo do dia podem se transformar em tempestades devastadoras.
A cada momento o seu brilho.
A cada momento uma ação correspondente necessária.
Se a tempestade chegar, ofuscando sua luz, sabe que será apenas por um determinado tempo e depois será a hora da ação renovadora e reconstrutiva.
De voltar à cena, novamente brilhando, dando cor e novas matizes à paisagem lavada.
Trazendo calor à terra úmida, completando a tarefa da germinação da semente. 
A cada momento uma ação correspondente.
Não há tempo de olhar atrás.
A vida segue seu curso e o curso da vida tem direção ao futuro.
Arriba!
Acende a luz que aí está, dribla as nuvens que possam estar chegando, ou dê a elas a passarela para que desfilem o seu momento, pois a dor também é renovadora. Mesmo que não vejamos isso quando a ferida está aberta.
Arriba!
As dores vêm... e se vão...
A cada momento uma ação necessária.
E neste momento, a ação necessária é que se lembre que você é especial para Deus e para você mesma.
Os outros...
Esperem na fila, para assistirem a sua volta por cima e sua chegada triunfante e cheia de luz.

Irani Martins
02/03/2016