sábado, 4 de fevereiro de 2012

LIÇÕES QUE A VIDA ENSINA

Existem lições que nos dão para apreender, mas com o tempo vão ficando na área do esquecimento. Os dias vão passando e começamos a reincidir em nossos erros diários. Então precisamos reler a lição, nos preparar para a arguição que virá ao nosso encontro, quer queiramos ou não.

Então...para mim...para você...para qualquer um que queira tirar o melhor das lições que a vida nos ensina...aqui vai...de... novo...para relembrar...



"Antes de julgar a minha vida ou o meu caráter, calce os meus sapatos e percorra o caminho que eu percorrí, viva as minhas tristezas, as minhas dúvidas e minhas alegrias.


Percorra os anos que eu percorrí, tropece onde eu tropecei e levante-se assim como eu fiz.


E então, só aí poderás julgar.


Cada um tem a sua própria história. Não compare a sua vida com a dos outros. Você não sabe como foi o caminho que eles tiveram que trilhar na vida"






Clarisse Lispector

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

VIVER A DOIS


Amor conjugal


O grande rei dos persas, Ciro, durante uma de suas campanhas guerreiras, dominou o exército da Líbia e aprisionou um príncipe.


Levado à presença do conquistador ajoelhou-se perante ele o príncipe, e assim também os seus filhos e sua esposa. Os soldados vencedores, os generais da batalha, ministros e toda uma corte se juntou para tomar conhecimento da sentença real.


O rei persa coçou o queixo, olhou longamente para aquela família à sua frente, à espera de sua decisão e perguntou ao nobre pai de família:


Se eu te disser que te concederei a liberdade, o que poderias me oferecer em troca?

Rapidamente respondeu o prisioneiro:

Metade do meu reino.


Ciro continuou, paciente, a interrogar:


E se eu te oferecer a liberdade dos teus filhos, que me darás?


Ainda rápido, tornou a responder: A outra metade do meu reino.


Calmo, o conquistador lhe lançou a terceira pergunta:


E o que me darás, então, em troca da vida de tua esposa?


O príncipe sentiu o coração pulsar rapidamente no peito, parecendo arrebentar a musculatura. O sangue lhe subiu ao rosto, as pernas fraquejaram.


Reconhecia que, no anseio da liberdade dos seus, tinha oferecido tudo, sem se recordar da companheira de tantos anos, sua esposa e mãe dos seus filhos.


Foi só um momento mas, para todos, pareceu uma eternidade. Um sussurro crescente tomou conta do ambiente, pois cada qual ficou a imaginar o que faria agora o vencido.


Após aquele momento fugaz, ele tornou a erguer a cabeça e com voz firme, clara, que ressoou em todo o salão, disse:

Alteza, entrego a mim mesmo pela liberdade de minha esposa.


O grande rei ficou surpreso com a resposta e decidiu conceder a liberdade para toda a família.


De retorno para casa, o príncipe tomou da mão da esposa, beijou-a com carinho e lhe perguntou se ela havia observado como era serena e altiva a fisionomia do monarca persa.


Não, disse ela. Não observei. Durante todo o tempo os meus olhos ficaram fixos naquele que estava disposto a dar a sua própria vida pela minha liberdade.


 * *

Para quem ama, não há limites na doação. Quando dois seres se amam verdadeiramente dão origem a outras vidas e as alimentam, enquanto eles mesmos um ao outro sustentam, na jornada dos dissabores e das lutas.


O amor conjugal é, dentre as formas de amor, um dos exercícios do amor que requer respeito, paciência e dedicação. Solidifica-se através dos anos. E tanto mais se aprofunda quanto mais intensas se fazem as lutas e as conquistas de vitórias.


Para os que se amam profundamente não há lutas impossíveis, não existem batalhas que não possam ser vencidas.


* * *


Em todos os departamentos do Universo existe a mensagem do amor, que é o estágio mais elevado do sentimento.


O homem somente atinge a plenitude quando ama. Enquanto procura ser amado, sofre infância emocional.




Por isso, o importante é amar, mesmo que não se receba a recíproca do ser amado. O que é essencial é amar, sem solicitação.


Redação Momento Espírita.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Tema do Filme" ADEUS MEU PRIMEIRO AMOR!"

Uma música maravilhosa e muitos intérpretes.
Elis interpreta esta música com  a luz na sua voz.
Tão cheia de vida!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

PACIÊNCIA

PACIÊNCIA"""

(Arnaldo Jabor)



Ah! Se vendessem paciência nas farmácias e supermercados... Muita gente iria gastar boa parte do salário nessa mercadoria tão rara hoje em dia.



Por muito pouco a madame que parece uma "lady" solta palavrões e berros que lembram as antigas "trabalhadoras do cais"... E o bem

comportado executivo?



O "cavalheiro" se transforma numa "besta selvagem" no trânsito que ele mesmo ajuda a tumultuar...



Os filhos atrapalham, os idosos incomodam, a voz da vizinha é um tormento, o jeito do chefe é demais para sua cabeça, a esposa virou uma chata, o marido uma "mala sem alça". Aquela velha amiga uma "alça

sem mala", o emprego uma tortura, a escola uma chatice.



O cinema se arrasta, o teatro nem pensar, até o passeio virou novela.

Outro dia, vi um jovem reclamando que o banco dele pela internet estava demorando a dar o saldo, eu me lembrei da fila dos bancos e balancei a cabeça, inconformado...



Vi uma moça abrindo um e-mail com um texto maravilhoso e ela deletou sem sequer ler o título, dizendo que era longo demais.



Pobres de nós, meninos e meninas sem paciência, sem tempo para a vida, sem tempo para Deus.



A paciência está em falta no mercado, e pelo jeito, a paciência sintética dos calmantes está cada vez mais em alta.



Pergunte para alguém, que você saiba que é "ansioso demais" onde ele quer chegar?

Qual é a finalidade de sua vida?

Surpreenda-se com a falta de metas, com o vago de sua resposta.



E você?

Aonde você quer chegar?

Está correndo tanto para quê?

Por quem?

Seu coração vai agüentar?

Se você morrer hoje de infarto agudo do miocárdio o mundo vai parar?

A empresa que você trabalha vai acabar?

As pessoas que você ama vão parar?

Será que você conseguiu ler até aqui?



Respire... Acalme-se...



O mundo está apenas na sua primeira volta e, com certeza, no final do dia vai completar o seu giro ao redor do sol, com ou sem a sua paciência...



NÃO SOMOS SERES HUMANOS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA ESPIRITUAL.





SOMOS SERES ESPIRITUAIS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA HUMANA

domingo, 4 de dezembro de 2011

REFLEXOS DE MIM

Caminhando observei os caminhantes e me vi refletida em suas faces.


Todos iguais a mim ou eu sou igual a cada um deles?

Todos somos viajantes da nave terra, buscando os mesmos sonhos de ser feliz.

Uns, assim como eu, já concluída boa parte da caminhada, se pergunta...acertei?

Outros, mais idosos, já vencedores, caminham confiantes do dever cumprido.

Mas...quantos idosos, vencidos, refletem no olhar um cansaço e um desânimo dos que lutaram e não venceram a própria história.

Outros, ainda jovens, rompem a estrada da vida, de peito aberto, com a coragem da juventude, acreditando no futuro e na sua força.

Me vejo em cada olhar...jovem e confiante, me perguntando rumei no caminho certo?, me vi nos olhos dos vitoriosos, mas sei também o que vai no coração dos que têm olhos cansados.

É a colheita da plantação da própria vida.

São nossos erros e acertos, são nossas bagagens pesadas de cada barreira superada. O insucesso também nos traz a vitória do aprendizado.

E todos caminham prá lá e prá cá.

Pensam que vão só. Que rumam a estrada que traçaram.

Não param para refletir que estão juntos, entrelaçados, vivendo a mesma vida, embora com enredos um pouco diferentes para cada um.

Partes do TODO UNIVERSAL, irmãos pela centelha Divina que habita em cada um de nós.

Somos todos iguais em nossas diferenças.

SOMOS TODOS UNO.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

REFLEXÕES TARDIAS...contudo em tempo...




Para minha mãe ...IRACEMA



Ela me amou... a ponto de querer sempre estar comigo.

Preferindo minha presença à sua privacidade.

E esperou...

Esperou que eu crescesse, que amadurecesse e entendesse.

Entendesse a importância de se ter uma cumplicidade de amor.

De estar junto por querer estar, por vontade de ali ficar, por interesse de ouvir contar...

Tantos fatos vividos e não percebidos, dada a urgência de estar crescendo e vivendo sem tempo para se deter.

Aprende-se a olhar o belo quando não mais corremos ao acaso, buscando conhecer a vida.

Aprende-se a ouvir o belo, quando já vivemos um pouco do mundo e selecionamos a importância das palavras, atento a todos os ruídos, mas se detendo somente nas palavras belas.

Mas, de todo o belo apreendido o mais perfeito que conheci foi ela.

Nos seus cabelos brancos, lindos, emanando um respeito que só se adquire vivendo, vivendo e amadurecendo.

No seu olhar que transfere o que vai no coração.

Nas suas mãos, que transbordam carinhos, e não conseguem, contudo me mostrar todo o seu amor.

E ela espera...ainda...

Eu sou toda a sua esperança...

E ao me ver... ela renasce.

Vive através de mim... e do que represento para ela.

E conta ... e reconta...

E espera que eu ouça...

Os fatos... os sonhos...as tristezas.. , as mazelas.

A sua estória sobre a sua vida.

Eu aprendi a ouvir a magia, imaginar as cenas, e a desejar ser como ela.

Pena que tantos anos se passaram e eu os perdi, na urgência da ilusão que se foi, eu não os vivi como devia.

Só agora, vi o verde, a neblina, o orvalho, as folhas secas, o frio, a neve, a luz do sol, a brisa se transformando em vento, a chuva, o verdadeiro cheiro do mundo.

Só agora eu a vi.

No reflexo da minha vida, encaixei a sua.

E o tempo ficou curto.

Ouvirei outras estórias ?

Descobrirei outros tesouros na comunicação muda do seu semblante?

Olharei novamente nos seus olhos, mergulhando no seu orgulho de mim?

Que fiz para merecer?

Apenas...e apenas isso...

Ela me quis e me amou por mim apenas.

Eu precisei de todos estes anos, para conhecê-la, querê-la mais e amá-la verdadeiramente.

 
Irani / 02.11.2003